Faz parte da trajetória do Espírito, desenvolver em si a inteligência e forças que o mobilizam para a ação, garantindo sua sobrevivência material aqui na Terra.
Primeiramente essa força chama-se instinto, posteriormente auto preservação.
Tanto o instinto quanto a auto preservação fazem parte das Leis Naturais (leis de Deus) que impulsionam e tentam garantir a sobrevivência do Espírito quando encarnado, para que ele não venha a sucumbir ante o sofrimento e a dor.
A fragilidade faz parte da nossa insipiência como aprendiz, por isso é tão importante em nossa trajetória a conquista da fé em Deus, e em si mesmo, sendo trabalho árduo a realizar.
Vulneráveis que ainda somos ante a dor, nas experiências nos fortalecemos. Mas, mesmo assim, ante situações inusitadas e conflituosas, alguns preferem expor-se à morte a resistir e lutar contra as vicissitudes, acreditando que “morreu acabou”.
Em nossa trajetória evolutiva aqui no planeta Terra, aprendemos primeiramente a suprir nossas necessidades materiais básicas, garantindo a sobrevivência da espécie, sendo mantenedores da prole. Quando nos responsabilizamos cuidando de nós e dos nossos, aprenderemos a cuidar de outros. Pois, como o Espiritismo nos ensina: como ter um papel significativo na Sociedade e na vida de outras pessoas se não cuidamos de 4 a 5 pessoas que estão sob nossa responsabilidade?
Portanto na trajetória do Espírito, faz parte o mundo material, mas fazem parte também as experiências transcendentes. O que seriam essas experiências?
As experiências transcendentes fazem parte da auto superação, ou seja; – superação dos próprios limites, capacidade. São experiências de nossa interioridade, onde desenvolvemos o auto amor, auto respeito, e a convivência fraterna com o outro.
Sensibilizados pelo desenvolvimento do amor, passamos a perceber ou experiênciar uma força superior a nós mesmos. E como num transbordamento, aprendemos a amar a tudo e a todos,extrapolando as forças que conhecemos, vivenciando uma força superior; o plano do amor e, consequentemente encontramos a Deus.
A mensagem que Jesus nos deixou de: – Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, é a mensagem de transcendência do Evangelho que todos necessitamos.
Transcende a semente do solo para a luz. Transcende o ribeirão para oceano. Transcende o homem da vida física para a espiritual .
Dizem os estudiosos, que essas vivências são importantes para nossa psique, pois, sem elas não conseguiríamos encarar a finitude, ou seja a morte, ou o morrer, a perda, a entrega, pois isso trás anseios e angustias insustentáveis.
Só através da religiosidade o homem encontra forças para viver sabendo que é finito.
Vejam o quanto é importante a visão da Vida Futura, através da Imortalidade da Alma.
Quando a fé não nos dá essa dimensão e somente se caracterizam pelas práticas exteriores, contradizem as aspirações instintivas do progresso.
Mas, quando se tem a visão da Vida Futura:
Compreende-se melhor a missão aqui na Terra. O medo da morte diminui.
Imprime-se novo curso às ideias e objetivos.
Não somos imprevidentes com o presente, pois o futuro depende do hoje.
Não negligenciamos o corpo físico, pois valorizamos a vida.
A vida de relação continua, a morte não nos separa.
Não perdemos o fruto de nosso trabalho, pois crescemos em inteligência e perfeição.
Ampliamos nosso pequeno e sofrível mundo, enfatizando valores que estavam esquecidos. A solidariedade que se vê crescer entre vivos e mortos faz compreender aquela que deve existir entre os vivos.
A fraternidade tem um objetivo no presente e no futuro.
Sem essa visão da vida futura o homem trabalha só para a vida atual (material).
Para nos desligarmos de todo o terror e angustia o Espiritismo levanta o véu sobre os mistérios, trazendo consolação aos que sofrem, dando uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores.

Pátria Espírita

Postado por Nilza Garcia, em 08/03/19, na Rede Espirit Book…