Um amigo nosso sugeriu que comentássemos sobre o temer a morte ou temer a vida. De fato o assunto torna-se interessante, pois tem uma ligação direta com a nossa essência, pois Deus nos criou para sermos eternos, e a prova disso é que Ele sendo perfeito não criaria algo tão complexo para ser destruído logo ali adiante.
Leon Denis, filósofo, diz que nada pode ser aniquilado, pois que o nada não existe. Então certamente se estamos hoje vivendo neste Planeta já estivemos aqui outras vezes ou habitamos alguma outra Morada da Casa do Pai, como Jesus referiu.
Mas o temer a morte está atrelado à maneira de como estamos vivendo e do ponto de vista que temos a respeito do que existe além desta vida. Para quem acredita que tudo isto aqui é uma passagem, inclusive rápida e que continuamos a viver após o passamento como ficou demonstrado pelo Mestre, só temerá se for em razão de deixar aqui pessoas queridas, já que bens materiais não poderão ser levados, mas o amor entre as pessoas se perpetuarão se realmente forem verdadeiros.
Por outro lado, no desencarne temos a certeza de que algo de melhor existe, isto para quem pautou sua trajetória na Terra na perseverança do bem, procurando ser o mais correto possível, já que a perfeição não pertence a este mundo. Também existe a esperança do reencontro com pessoas queridas que partiram antes de nós, e ainda se tem com base na reencarnação a possibilidade de voltar à carne e reparar tudo aquilo que praticamos equivocadamente.
Já no processo inverso que é a vida, onde estando o Espírito que somos no mundo espiritual preparando a sua nova vinda à carne, a ansiedade é bem maior, pois que não sabemos se vamos obter êxito na nova oportunidade que estamos tendo na Terra!
Através do livre arbítrio, nos é facultado no mundo espiritual o planejamento de como acontecerá a nossa vinda. Sabemos que família vamos reencarnar, cidade, condição social, e muitos outros adjetivos que farão parte do nosso determinismo. Isso certamente gera uma expectativa muito grande, pois não sabemos onde falharemos, pois que após o nascimento vamos esquecer tudo, permanecendo sim apenas as intuições, que muitas vezes não vamos nem dar atenção em razão da vida atribulada que enfrentaremos principalmente se estivermos na Terra, onde hoje é um local que predomina ainda o mal.
Portanto, ao nosso amigo leitor posso dizer que devemos temer a vida e não a morte, pois a reentrada na Terra, o nascimento é bem mais complexo do ponto de vista de certezas do que quando ocorrer o passamento.
Pelo menos temos a certeza de que no mergulho que damos para enfrentar a vida na carne, contamos com benfeitores que nos auxiliarão nos passos que vamos dar, nos intuindo, ajudando para que tudo tenha sucesso, e também devemos levar em consideração de que na Espiritualidade Maior ficaram amigos espirituais que torcem pelo nosso crescimento moral, pois este é o objetivo maior do renascer.

 

Autor: Nilton Cardoso

Postado por Nilza Garcai, em 08/10/18, na Rede Espirit Book.