– Desejava esta entrevista – elucidou a jovem com desenvoltur a, –
porque acredito que a minha história poderá ser útil a muitas
pessoas.
– Será, então, um prazer ouvi -la e anotar suas informações. –
Respondeu, serena, a venerada trabalhadora da mediunidade.
– Muito cedo – prosseguiu, estimulada pela aquiescência da
interlocutora – experimentei o próbio decorrente da orfandade
dos pais vivos. Sem saber quem era o meu genitor, vendeu -me
minha mãe para os trabalhos humildes em uma casa de má
reputação.“Cuidada com o desprezo que se reservava aos animais pestosos, fui
relegada a um cômodo ínfimo, no quintal da Casa de ilusões a qual
fui arrojada”.Silenciou por um pouco, ordenando as idéias e deu curso ao
pensamento:

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