– Qual raio destruidor, em noite escura, que rasga os céus sombrios, a ideia do suicídio relampagueia na mente atormentada, quando os sofrimentos maceram, e o homem não se sente encorajado para superá-los. O primeiro destrói o que encontra pelo caminho, enquanto o segundo faz que prossiga com inusitada intensidade 

a desventura que não vai consumida. 

Porque é um ato de rebeldia, o suicídio interrompe o fluxo material da vida, não porém, a realidade desta. Como efeito da intenção de fuga do sofrimento, este se alonga mais terrível e devastador.

– Graças às poderosas engrenagens dos acontecimentos, eles deixam matrizes nos tecidos sutis da alma, que os fixa, causando lancinantes efeitos, quando bruscamente interrompidos. Fuga à responsabilidade moral e à submissão dinâmica imposta pelas leis divinas, que sempre alcançam o infrator, o suicídio imana ao delírio o espírito que se atirou à mais desesperada conjuntura.

– Alongam-se, por decénios, os infortúnios dos quais o indivíduo se quis libertar, acompanhando em crises sucessivas de alucinação e dor, o sofrimento que poderia haver sido transformado em sublimação.

– Quando irrompam, na tua vida, quaisquer

Dores acerbas, arma-te de coragem para as superar.

– Passam todas as aflições e raia sempre

novo dia de esperanças para quem confia

– Nunca agasalhes a torpe ideia do suicídio,

Que não soluciona os problemas.

– Ideia vitalizada faz-se ação imediata.

– Pensando na autodestruição e falando

Sobre ela, as formas-pensamento se condensam

Na mente, terminando por transformar-se em

Ocorrência real, num momento infeliz.

-Além da mentalização negativa,

 espíritos ociosos e perversos que enxameiam

na erraticidade inferior, atraídos pelas ondas mentais

pessimistas, passam a contribuir para o tentame

da desventura, através da inspiração, em

mecanismos vigorosos de obsessão,

a que o invigilante se submete.

– A grande decepção do suicida é constatar

o prosseguimento da vida e do problema de

que se procurou evadir, com o agravante das

dores morais advindas. Porque não há morte,

a vida continua em outras experiências vibratórias,

nos moldes plasmados pela conduta de cada um.

– O que hoje te aflige, amanhã, vencida a situação,

Será o teu título de enobrecimento.

-A dificuldade de agora se transforma

Em experiência para mais tarde.

– Não raro, a atitude lamentável do suicídio

Ocorre quando a questão já se estava resolvendo.

– Com um pouco mais de paciência, toda a

Alegria estará ao alcance, e, através do desespero,

da rebeldia, surgem os anos sucessivos de infortúnios

e demências.

– Seja qual for a provocação em que te vejas situado,

abre-te a Jesus e a ele entrega-te em confiança.

Ele é o caminho.

– Avança, mesmo que destroçado. Ele é a Verdade.

Nutre-te com a sua sabedoria. Ela é a vida.

Aguarda um pouco, na fé, e te adentrarás na Sua plenitude.

Matar ou matar-se, nunca!

Joanna de Ângelis / Divaldo Franco

 

 

 

Posts Relacionados