– Na execução de qualquer empreendimento,

É inevitável o contributo do esforço pessoal.

Toda a atividade exige atenção;

Qualquer serviço impõe desgaste em quem o executa.

– Vives participando do festival das conquistas iluminativas.

– Logrado um tentame, outro se apresenta.

– A fome saciada num momento, volve depois.

– A aquisição de uma experiência enseja nova realização.

– O que agora basta, faz-se necessidade futura.

– Quem contempla o prado, que se alarga ante a visão,

Descobre, além, o infinito fascinante, que o arrebata.

A viagem evolutiva é assinalada por etapas

Que se fazem conquistadas a sacrifícios e dores,

Às vezes extenuantes.

– Não interrompas o curso das tuas atividades nobilitantes,

Porque se te apresentem cansativas.

Há muitas distrações chamando-te para lugar nenhum.

A sementeira de hoje te responderá amanhã ao empenho,

Conforme o que plantares.

– Muitos abandonam a tarefa ao meio do caminho

E se dizem desiludidos. Inúmeros lidadores estacionam

Ante a dificuldade, procurando repouso.

Dos numerosos candidatos à realização do bem de si mesmos

através do bem ao próximo,

somente alguns intimoratos chegam ao seu termo.

– Compromisso dignificante, responsabilidade em pauta.

Não é de estranhar-se a expressiva soma de abnegação

Em empreendimento qual este,

que tem a ver com a eternidade da vida.

– Assume, portanto, o teu papel, sem receio,

Investindo o que possuas de melhor,

E avançando sempre.

Defrontarás incompreensões e lutas acerbas,

Porque não há clima, por enquanto,

Para os cometimentos espirituais,

Em face do jogo vigente dos interesses subalternos

E às suas pressões violentas. Não te perturbes, porém.

Consciente do teu dever, experimentarás os estímulos

Que fluem do Alto e jamais te sentirás em desamparo.

E se fores convocado ao testemunho, sem precipitação

Ou temor, paga o tributo pela honra de viver o ideal

Em que crês e que te constitui vida.

Nessa pugna, o aparente perdedor é sempre o vitorioso,

que paira, vencida a batalha, acima de todas as vicissitudes.

– Quando os adversários do Mestre foram prendê-lo,

Na noite inesquecível da traição, Ele perguntou

Aos famigerados servos da ignorância:- a quem buscais?

E lhe responderam: – a Jesus, o Nazareno.

Sem qualquer indecisão ou medo, asseverou-lhe o justo:-

Sou eu.

Duas palavras, e se definia o destino da Humanidade

Ali presente.

Quando chegar a tua vez, diz, também: – sou eu!

Joanna de Ângelis