Não devemos dizer nada. Devemos respeitar o livre arbítrio de cada um. Mas, a doutrina espírita, acha mais coerente falar da prosperidade espiritual do que da prosperidade material. Nosso raciocínio quanto à prosperidade material é a seguinte: Imaginemos se nós todos mudássemos para uma religião que promete mudar nossa vida financeira . . . Será que haveria dinheiro suficiente para todos? Não. Porque, se dividíssemos o dinheiro de maneira igual, caberia uma parcela mínima e insuficiente para cada um; não haveria recurso para o progresso (científico, etc.); o ser humano se acomodaria e não sentiria necessidade de novas descobertas. Ele diria:
– Para que vou me matar de trabalhar ou estudar, se minha situação financeira ou minha vida não vai mudar?

Ou então, se todos ficassem ricos realmente, quem seria o empregado de quem? Afinal, todos iriam querer mandar, ou seja, ser patrão . . . O que precisamos é usar a riqueza do raciocínio para enxergarmos que Deus nos testa na riqueza e na pobreza. Ele não privilegia ninguém, principalmente por ser desta ou daquela religião. O dinheiro é empréstimo de Deus, se fosse nosso levaríamos depois de nossa desencarnação. Há quem se comprometa pela falta dele: roubando, etc. Há quem se comprometa pelo excesso dele: roubando para ter cada vez mais, não dividindo com quem nada tem, gastando com abusos que comprometem sua saúde física, etc. Basta ler a parábola do Rico e Lázaro.

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

 

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 27/12/18, na Rede Espirit Book.