Encontrar o Jesus verdadeiro é desmaterializar-se, deixar para trás as concepções inadequadas a seres espirituais mais evoluídos, aos Espíritos que habitarão o mundo de regeneração, em que a Terra está se transformando.
O Jesus das estátuas dos templos cristãos e das representações dos artistas que não Lhe captaram a envergadura espiritual não pode mais ser levado em conta na procura pelo Jesus Cósmico.
Este último é Espírito Puro, sem as mazelas que caracterizam os seres ligados ao planeta Terra.

Por isso, para O compreenderem necessitam tentar igualar-se a Ele, dentro do possível, desapegando-se das coisas e interesses do mundo, rompendo os grilhões do orgulho, do egoísmo e da vaidade.

Somente assim é possível entender-se, assim mesmo imperfeitamente, Quem é Essa Personalidade quase Divina.

Muitos se esquivam de procurar Esse Espírito através das suas reflexões e idealizações, porque encontrarão o espelho da própria consciência cobrando-lhes a transformação moral entremostrada nas afirmações do Sermão da Montanha: terão de transmudar-se em mansos, pacíficos, puros de coração e pobres de espírito, o que desagrada a maioria, prisioneira dos paradigmas romanos, germânicos, dominadores, como Alexandres e Césares, ditadores e líderes rudes e frios em todas as áreas, inclusive dentro dos setores da própria religiosidade hierarquizada do mundo, onde entronizaram a própria vaidade em lugar de Jesus, que é o verdadeiro Modelo das virtudes e Dirigente Planetário, no caminho da evolução intelectual e moral.

Assim, fala-se em Jesus mas evitam-se as atitudes que correspondem aos Seus Exemplos ou então, como outros, que se orgulham de uma intelectualidade dita superior, colocaram a Ciência materialista num pedestal e a adoram, tal como os irreverentes revolucionários franceses de 1789 entronizaram a Razão e representaram-na na figura de uma mulher infeliz e inconsequente.

Muitos modernos cultores da Razão evitam encontrar o Jesus Cósmico, porque Ele lhes fará enxergar suas próprias mazelas interiores, seus equívocos morais, sua má vontade em ser honestos com a própria consciência.

Jesus não cobra nada, tal como não obrigou o orgulhoso senador Públio Lêntulo Cornélio (uma das vidas passadas do espírito Emmanuel) a mudar de vida, mas quem O encontra nunca mais será o mesmo, pois a consciência se lhe aflora e passa a latejar como ferida exposta, que somente será curada quando a Luz da Aura Crística se casar o mais próxima possível com as irradiações do Espírito em evolução.

Lágrimas incoercíveis irão brotar de vez em quando, uma insatisfação incompreensível mas dolorosa irá contrair as fibras mais íntimas do ser e tudo estará coberto por um cinzento panorama exterior enquanto aquele ser humano recalcitrar depois de ter ingressado na sua individual “estrada de Damasco”.

Públio Lêntulo somente começou a experimentar a paz a partir do momento em que se rendeu à Luz que o Divino Pastor inseriu no seu coração insubmisso e não sabemos se sua consciência se pacificou integralmente, mesmo depois de dois milênios após o Memorável Encontro descrito em “Há Dois Mil Anos”.

Fonte – Jesus – Divino Governador da Terra (psicografia Luiz Guilherme Marques – espírito Montaigne)

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci em 15/11/19, na Rede Espirit Book.