Um homem de 49 anos se apresentou à polícia nesta quinta-feira como responsável pelo assassinato da própria irmã, uma perita judicial de 47, na madrugada desta quinta-feira. A família mora no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

A mãe deles acionou a polícia. Segundo ela, o filho usa drogas e ficou mais alterado por conta dos latidos do cachorro da irmã. 

O crime ocorreu por volta das 2h30. De acordo com a Polícia Militar (PM), a idosa contou que o filho chegou em casa alterado e com sintomas de ter usado drogas. Ao entrar no apartamento, ele discutiu com a irmã porque a cadela de estimação dela o estranhou e começou a latir. 

Em seguida, ele chutou o animal e começou a bater na irmã, também com chutes e socos. A mulher foi até o banheiro, mas o irmão a seguiu com uma faca e atingiu Julieta Werneck de Andrade Carsalade com um golpe no peito. Ela caiu no chão e perdeu a consciência.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas a morte da vítima foi confirmada. A mãe do casal contou que o filho é usuário de drogas e sempre chegava agressivo e causando transtornos à família.

Arrependido

Depois do crime, Carlos Andrade Carsalade fugiu em um Uno cinza. Os policiais fizeram buscas, mas até o registro da ocorrência ele não havia sido encontrado. Por volta das 10h20, a Polícia Militar informou que ele se entregou na sede do 22º Batalhão, no Bairro Santa Lúcia, na mesma região.

Segundo o tenente-coronel Fábio Almeida, comandante do batalhão, o homem chegou à unidade pouco depois das 10h, se apresentou de livre e espontânea vontade e relatou o que aconteceu. “Ele contou que fez uso de drogas, cocaína, ontem durante boa parte do dia. Ele chegou na casa onde residia com a irmã e a mãe e teve uma discussão com a irmã por um motivo extremamente fútil”, explicou o policial. “A irmã tinha adotado um cão há 40 dias, e ele se incomodava com o barulho do cão, que mordia o pé dele, e deu uma facada no peito da irmã”, disse o militar. 

Depois do crime, o homem fugiu para a casa da namorada, no Bairro Santa Lúcia. O carro usado na fuga foi apreendido pelos policiais. “Ele falou que se arrepende, que estragou a vida dele”, disse o tenente-coronel Fábio Almeida. “Ele já tem passagem por tráfico de drogas e já tinha um BO (boletim de ocorrência) anterior envolvendo briga entre os dois (a vítima e ele)”, afirmou o comandante do 22º Batalhão.

O suspeito foi levado à Delegacia de Plantão (Deplan) do Barreiro. O Estado de Minas entrou em contato com a Polícia Civil sobre os desdobramentos do caso e aguarda resposta.

Postado por: Cristiane Silva (em.com.br)

 

Nosso comentário: simplesmente estarrecedor alguns crimes praticados na sociedade brasileira e não só… Crimes horrendos que sequer os animais praticam. Espíritos muito pouco evoluídos que “descem” para tentarem a sua chance evolutiva. Apenas a prisão, nada resolve… É necessário uma política social devidamente estruturada para acolher e preparar esses desajustados. Mas… se não for implementada e difundida a doutrina ou filosofia existencialista, de nada servirão certas panaceias…

Alguém pode me responder que se a pessoa tiver a certeza absoluta que será punido “exemplarmente” pela justiça divina nesta ou em vidas posteriores, terá ímpetos de cometer os crimes horrorosos?

Creio que enquanto não se difundir e proclamar abertamente que a doutrina espírita é a única que nos fornece os fundamentos existenciais, não sairemos deste redemoinho social de ação e reação ou de “olho por olho”…

Alberto Maçorano