Não é muito difícil, a qualquer pessoa, conhecer os fulgurantes
postulados do Espiritismo; o mais difícil é vivenciá-los.
Realmente, enquanto muitos sistemas religiosos fazem questão
da quantidade, e o que lhes importa é que os seus adeptos proclamem
a profissão de fé, engrossando, assim, as suas fileiras, 

o
Espiritismo tem mais empenho na qualidade do que na quantidade,
dando muito mais apreço à conversão real dos seus profitentes,
pois é imperioso que eles sintam os ensinamentos em seus corações
e passem a adotá-los com convicção, fazendo deles as normas
do seu viver no mundo.
Allan Kardec escreveu no tocante a essa questão: “O Espiritismo
só reconhece por adeptos os que praticam os seus ensinos, isto
é, que trabalhem pelo próprio melhoramento moral, procurando
vencer as más inclinações, ser menos egoístas e menos orgulhosos,
mais benevolentes, mais humildes, pacientes, caridosos com
o próximo, mais moderados em tudo, pois são esses os sinais do
verdadeiro espírita’*.
Concluímos dessas palavras do Codificador da Doutrina Espírita,
que muito pouco vale uma criatura se proclamar religiosa e
satisfazer a todas as ordenações exteriores de sua religião, se ela
não comparticipar do número daqueles que transplantam para o
recesso dos seus corações a centelha bendita do amor e da caridade.
Ao adepto do Espiritismo muito pouco adianta que apenas se
proclame Espírita, pois é de suma importância que sinta no seu
interior tudo quanto a Doutrina preceitua como diretrizes, para se
transformar num cristão verdadeiro.
A dificuldade do adepto para a vivência do Espiritismo consiste
em se despojar de todos os vícios, entre eles o ódio, os sentimentos.

Paulo Roberto Godoy

in: Evangelho de Redenção

Postado por Nilza Garcia, em 10/07/18, na Rede Espirit Book.