“Quando falta amor, falta harmonia, daí vem o desequilíbrio em nossas vidas, e ficamos doentes, e a enfermidade é apenas uma maneira da natureza, do universo falar conosco…

Nunca devemos tratar apenas os sintomas de nossas enfermidades, sem que a causa ou as causas que a desencadearam também sejam tratadas e extintas, porque na realidade a cura se processa de dentro pra fora, do interior para o exterior …

Quando for ao médico, diga a ele que seu peito dói, mas diga que sua dor, é de angustia, decepção e tristeza, diga também que você anda com azia, e que também desconfia que o motivo pode ser o seu gênio irracional, que por isso aumenta a produção de ácidos e enzimas no estômago…

Diga a seu médico que por causa da rebeldia, da teimosia, você está obeso, provavelmente hipertenso e com diabetes, porém, não deixe de dizer também que não está encontrando mais alegrias nem doçura em sua vida e que essa amargura torna muito difícil suportar o peso de suas frustrações…

Já que o paciente não deve esconder nada de seu médico, então mencione a ele que você sofre de enxaqueca, dores de cabeça horríveis que te privam da luz em detrimento da escuridão, mas não deixe de confessar que sofre de uma neurose feroz, com seu perfeccionismo, com sua autocrítica, e que é sensível demais a critica alheia e que é muito ansioso, que ataca a geladeira quando ninguém está observando, que come e bebe coisinhas proibidas!

Ninguém gosta de sofrer, todos querem se curar, mas poucos são aqueles, que estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o vírus do egoísmo.

Diante da possibilidade da morte, alguns até prometem mudar de vida, procuram a cura de um câncer, mas não tem coragem de abrir mão de uma simples mágoa.

Quantos sofrem do coração e pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas, querem continuar com o peito fechado pelo rancor, pela agressividade, e até pela vingança!

Almejam a cura de problemas oculares, alguns ficam cegos pelo ódio, tropeçam na vaidade que lhes obscurece a visão, todavia não retiram dos próprios olhos, o argueiro, o obstáculo da crítica e da maledicência…

E a depressão então, o mal do século, a síndrome do pânico, quantos pedem a solução para esses problemas, entretanto não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção, que lhes abate a existência, em relação às perdas experimentadas no trajeto da vida…

Suplicam auxilio para os problemas tão comuns de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações, de seus ressentimentos, observam as horas, os dias passarem, a vida se vai e não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades …

Imploram a cura de um nódulo de mama, de um câncer na próstata, que lhes frustra toda perspectiva exatamente no fulcro da vida, todavia insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade, por conta das feridas emocionais do passado…

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado ocorre e o nariz escorre quando o corpo não chora.

A dor de garganta entope, provoca a afonia quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde, queima, provoca indigestões quando as raivas não podem ser digeridas.

O diabetes amarga, invade o corpo quando a solidão dói demais.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta, e a esperança rareia …

A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.

O coração desiste, bate fora de rumo quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.

O câncer mata quando não se perdoa e ou cansa de viver.

E as dores caladas?

Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas equívocos, existem semáforos chamados amigos, luzes de precaução chamadas família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada decisão, um potente motor chamado amor, um bom seguro chamado fé, e um abundante combustível chamado paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS…

A peregrinação aos consultórios é extenuante, mas não para por aí, depois, em último lugar, apelam para Deus, clamam pela intercessão divina, em certos lugares blasfemam, gritam, porém permanecem surdos aos pedidos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si.

Toda cura é sempre uma autocura, começa na alma, no perispírito, refletindo para o corpo físico e o evangelho de Jesus é a farmácia onde encontramos os remédios que nos curam por dentro e por fora!

Há dois mil anos esses medicamentos estão à nossa disposição, quando nos decidiremos?”

Fonte: Do livro “O Médico Jesus”, de José Carlos de Lucca

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 20/09/18, na Rede Espirit Book