BRASÍLIA – O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou considerar como mais um “triste capítulo da história do Brasil” o depoimento do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no Senado. Em mensagem distribuída via Facebook nesta quinta-feira, 20, Heleno defendeu o ex-juiz da Lava Jato e comparou a audiência com senadores a uma inquisição.

© Dida Sampaio/Estadão Augusto Heleno, chefe do GSI

“Governado por mais de vinte anos por uma verdadeira quadrilha, o País foi vítima de um gigantesco desvio de recursos, que envolveu grandes empresas privadas e estatais, fundos de pensão, governantes e políticos, em todos os níveis. Alguns protagonistas desse criminoso projeto de poder e enriquecimento ilícito participaram, com a cara mais lavada do mundo, dessa inquisição ao ministro Sérgio Moro”, afirma Heleno na mensagem.

Moro passou mais de oito horas ontem respondendo a questionamentos de senadores sobre supostas mensagens que sugerem atuação conjunta com os procuradores da Lava Jato quando ele era juiz federal. O ministro voltou a dizer que agiu de acordo com a lei e cobrou que o site The Intercept Brasil, que publicou a suposta troca de mensagens, divulgue de uma vez todo o conteúdo a que teve acesso. Pela primeira vez, disse não ter “nenhum apego ao cargo” e admitiu a possibilidade de deixar o governo caso seja constatada ilegalidade.

Para Heleno, o fato de o colega de governo ter de ir se explicar sobre o episódio representa “uma total inversão de valores”. “Uma total inversão de valores colocou um herói nacional, que decidiu enfrentar essa máfia tupiniquim, frente a frente com indiciados e condenados pela Lava Jato”, diz o ministro.

Na lista dos que questionaram Moro durante a audiência estavam o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) e o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), ambos alvo da operação.

 

Nosso comentário: pois é senhor general, só porque os outros roubaram, dá o direito de um juiz e procuradores abastados se portarem acima da lei e fazerem da magistratura um “poder iluminado”, agindo sem neutralidade e imparcialidade e sobretudo politizado.

Será que o senhor gostaria de ser condenado e preso como o Lula sem justa causa?

Será que se o senhor ocupassa o lugar de um presidente da República gostaria de ter as suas conversas telefónicas grampeadas e tornadas públicas, como foi o caso de Dilma Rousseff?

Um peso e duas medidas… Realmente é fácil atacar os outros e não enxergar o próprio umbigo…

Por favor senhor general, poupe a nossa inteligência.

Alberto Maçorano