1. Reportando-nos aos círculos espirituais, observamos que algumas pessoas se regozijam ao contemplarem o registro da bioluminescência do seu campo energético, obtido através do fotograma Kirlian, julgando tratar-se de suas auras.
  2. Todavia, a ‘foto Kirlian’ é um fotograma, ou seja, a impressão fotográfica do campo eletromagnético de um objeto, orgânico ou inorgânico, obtida pela passagem de uma corrente elétrica alternada de alta voltagem (geralmente de 5.000 a 20.000 volts) com baixa intensidade, sobre uma emulsão fotográfica conectada a um eletrodo, registrando a bioluminescência dos gases ionizados do referido campo. 
  3. A técnica foi descoberta na Rússia em 1939 por um eletricista chamado Semyon Kirlian, donde provém o seu nome como ‘efeito Kirlian’. A tendência hoje é chamá-la de bioeletrografia.
  4. Experiências científicas demonstram que a bioeletrografia não é uma fotografia da aura, como supõem alguns místicos, pois, além de não se realizar no vácuo, onde não existe interferência da atmosfera, a máquina Kirlian não alcança a frequência astral, muito mais elevada do que a física.
  5. Além disso, 22 características físicas, químicas e fotoquímicas influenciam as imagens eletrografadas, comprometendo sua avaliação. A qualidade das imagens também varia com a sensibilidade da emulsão fotográfica utilizada e com as condições ambientais do local onde se processa a experiência.
  6. Assim, a conclusão é de que as fotos Kirlian não são fotografias da aura, embora subsistam algumas controvérsias, principalmente com relação a poderem ser obtidas eletrografias das partes amputadas de um corpo.
  7. Entretanto, esta disposição deve-se ao prolongamento da matriz energética do corpo ou duplo etérico, que não é afetada pela ablação, perdurando até que, no caso específico do ser humano, cesse a recordação da posse da parte amputada. Nos demais seres orgânicos ou inorgânicos quando cessar a corrente vital.
  8. Quanto ao emprego da técnica Kirlian para diagnosticar enfermidades físicas ou emocionais, ainda não há evidências conclusivas, embora atualmente ela seja utilizada como valiosa ferramenta auxiliar, em função de detectar as variações de cor e intensidade da bioluminescências dos campos eletromagnéticos associadas a certas enfermidades específicas.
  9. Na indústria, pela mesma razão técnica, tem sido empregada para avaliar a consistência de materiais especiais. 

 

Postado por Nizomar Sampaio Barros, em 12/09/19, na Rede Spirit Book.