São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro marcou presença na 27ª Marcha para Jesus desta quinta-feira (20), emSão Paulo. Essa é a primeira vez que um presidente participa do evento, que acontece desde 1993.

A chegada de Bolsonaro estava esperada para às 15h da tarde (horário de Brasília). O presidente chegou à marcha às 14h50 e ficou atrás do palco, esperando o momento de seu discurso.

Às 15h30, o presidente subiu ao palco ao lado do deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) e do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB), que foi vaiado no momento que começou a discursar. “Quando o justo governa, o povo se alegra”, disse Feliciano. O parlamentar também afirmou que “chegará um tempo no qual o Brasil terá orgulho de ouvir a voz do País” e que o presidente começará sua fala “pregando as palavras de Deus”.

Depois de Feliciano, Covas afirmou que “tem orgulho de fazer essa marcha maravilhosa para mostrar para o mundo e para o Brasil o quanto os políticos respeitam a nação evangélica”. “A cidade de São Paulo celebra a diversidade religiosa”, afirmou o prefeito.

Bolsonaro, o último político a falar, começou seu discurso sendo aclamado pelos evangélicos presentes no evento. “É muito bom estar entre amigos, ainda mais quando esses amigos têm Deus no coração”, disse. “Muito obrigado pelo convite, ano passado eu lhes disse ‘se Deus quiser estarei ano que vem nessa marcha como presidente da República do Brasil’”, continuou. “Agora, sou um presidente que diz que o Estado é laico, mas ele é cristão.”

O presidente agradeceu a Deus por ter lhe dado “a vida pela segunda vez” após a facada quando ainda era candidato e agradeceu aos fiéis pelas “orações nos momentos difíceis”. “Todos sabem que o nosso país tem problemas seríssimos de moral e de economia, mas nós entendemos que podemos reverter isso. Um país que tem Deus acima de tudo, tem tudo para dar certo”, afirmou.

Em outro momento, Bolsonaro afirmou que, mais do que amigos, agora se sentia “irmão” dos evangélicos que o apoiou durante as eleições. “Temos um presidente que pela primeira vez na história do Brasil está cumprindo o que prometeu na campanha”, disse. “E ano que vem, se for a vontade de Deus, estarei aqui sim.”

Ao final de seu discurso, o presidente pediu para que os fiéis mandassem um abraço para Michelle Bolsonaro e repetiu o slogan de campanha “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, repetido pela plateia.

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi à marcha e participou de um trio elétrico da Igreja Renascer ao lado da esposa, Bia Doria.

 

Nosso comentário: quanta hipocrisia, quanta palhaçada,,,

Alguém sabedrá dizer o que o senhor presidente quer dizer quando se refere à palavra cristão? E o espírita não é cristão?

Se o estado é laico (sem religião oficial), como se arroga o direito de instituir feriado católico? Então todas as outras correntes religiosas teriam que ter os seus feriados… Até nesse aspecto existe injustiça.

Como ousa falar em nome de Deus uma pessoa que incita a violência no país quando se refere aqueles que não partilham as suas opiniões (típico de ditador), e que pretende armar a população para instituir a ordem de matança. É isso que o seu Deus manda?

Disse que Deus lhe deu a vida, quanto equívoco: não desencanou porque ainda não chegou a vez dele partir. E quanto à facada que insiste ser a mando da esquerda, está completamente equivocado. Em postagem durante a campanha eu fiquei sabendo em reunião mediúnica que o seu agressor agiu sozinho como represália inconsciente de uma reação de vidas passadas em que o senhor Bolsonaro feriu de morte esse indivíduo. Nada tem a ver com Deus que lhe deu a vida pela segunda vez ou pelas orações a seu favor.

É o resultado da grande ignorância existencial quando não se conhece a doutrina espírita, a única que ensina e comprova a reencarnação, e, como tal, as provas e expiações e a lei de ação e reação, que se insere na tão falada e propalada facada.

Aguardem!  O Brasil ainda vai ter mais problemas e retrocessos sob o comando de uma pessoa completamente incapacitada de tomar as rédes do poder de um país como o Brasil.

Se o Brasil já é pobre em cultura, imagine-se o que vem por aí, cortando verbas e investimentos na educação e cultura…

Alberto Maçorano