Fiz a reposição destas duas postagens para acentuar o momento crucial que o Brasil está vivenciando. Em 28 anos que estou no Brasil jamais presenciei o acirramento de uma polarização política tão animalesca. Não se pode pensar diferente, não se podem manifestar publicamente os ideais e pensamentos de cada um

que os contrários vêm para cima com tudo para aniquilar e ofuscar, ofendendo e agredindo, por vezes, aquele que tem a veleidade de contrariar o opositor. Condenam-se drasticamente pessoas, apenas baseados em denúncias, difamações e calúnias, por vezes infundadas. Não bastasse da própria população, mas também do próprio poder publico. Constituiram-se juizes e tribunais no seio de uma população que não respeita a jurisprudência constituída nem ela próproia se dá ao respeito. Concluindo, vivemos numa fornalha em ebulição que a todo o momento pode explodir sem dó nem piedade. Nâo existe coerência sequer no âmbito religioso que, mesmo sem responder a uma realidade existencial, vivencia também essa belicosidade. A juventude vive à deriva, em completo materialismo e ostracismo, sem quaisquer resquícios de estudos religiosos nas escolas, instigando-se os jovens a um beco sem saída, sem parâmetros de futuro alicerçado na ética, no respeito e na moral.

Foi num grito de repúdio a esse estado de sítio que enveredei também em postagens políticas e comentários adequados às circunstâncias.

Porém, como o meu foco é outro, completamente oposto, e sem tempo útil para me debruçar sobre esses tortuosos caminhos políticos, freei o meu posicionamento nessa área, da qual me estou retirando, aproveitando e calibrando as minhas energias na continuação da difusão da doutrina espírita, retomando a sequência da feitura de novas traduções das obras básicas de Kardec e, por fim, na arquitetura de uma ONG para abrigar e regenerar moradores de rua e dependentes químicos para reinserção na sociedade, para o que precisarei da colaboração de todos aqueles que seguem ou venham a seguir o nosso blog, independentemente de quadrantes políticos e religiosos, incrementando a política do amor e da fraternidade universal. Oportunamente farei mais observações sobre a consistência dessa colaboração.

Peço as minhas desculpas a todos aqueles que, inadvertidamente, possa ter ofendido, no calor dos argumentos políticos.

Espero, fervorosamente, que os responsáveis políticos tenham a perspicácia de governar o Brasil como uma nação e com a extrema preocupação de diminuir o gritante desequilíbrio social e anular as carências sociais de toda a orem nas classes mais desfavorecidas. É este o meu último argumento e apelo político.

A partir de hoje não mais farei postagens e comentários de âmbito político.

Alberto Maçorano