1.- No intervalo de suas existências corporais, os espíritos ficam no estado de erraticidade e formam a população espiritual da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos dos corpos físicos, as duas populações, terrestre e espiritual, trocam de posição incessantemente. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal.

 

 
2.- Em determinadas épocas ditadas pela sabedoria divina, essas emigrações e imigrações operam-se em grandes quantidades, em virtude de revoluções que ocasionam a partida simultânea de grande número de espíritos, logo substituídos por equivalentes quantidades de encarnações. Os flagelos destruidores e os cataclismos devem, portanto, considerar-se como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovamento da população corporal do globo, de ela se retemperar pela introdução de novos elementos espirituais mais depurados.
 
3.- Na destruição de grande número de corpos que se verifica por essas catástrofes, nada mais há do que rompimento de vestiduras. Nenhum espírito perece: eles apenas mudam de planos. Em vez de partirem isoladamente, partem em bandos. Essa a única diferença, visto que, por uma causa ou por outra, fatalmente têm que partir, cedo ou tarde.
 
4.- As renovações rápidas, quase instantâneas, que se produzem no elemento espiritual da população, por efeito dos flagelos destruidores, apressam o progresso social. Sem as emigrações e imigrações que de tempos a tempos lhe vêm dar violento impulso, só com extrema lentidão esse progresso se realizaria.
 
5.- Essa transfusão que se efetua entre a população encarnada e desencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre os mundos, quer individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos.
 
6.- As novas raças de espíritos que vêm se misturar às existentes constituem novas raças de homens. Como os espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, trazem consigo sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que venham animar. Para isso, só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados. Em chegando à Terra, integram-lhe, a princípio, a população espiritual. Depois, encarnam, como os outros.
 
 Postado por Nilza Garcia, em 03/08/16, na rede Espirit Booh