A explicação deste fenômeno psicopatológico também pode ser encontrada em algumas obras espíritas:
No livro No Mundo Maior, André Luiz nos fala sobre o dantesco quadro de perturbações alucinatórias que acomete dependentes químicos, em decorrência da ação obsessiva de entidades vampirizantes.
No livro Medicina da Alma, Joseph Gleber explica o mecanismo dessas alucinoses – no consumo das drogas, além das lesões físicas, 

temos danos no duplo etérico (corpo sutil que protege o corpo físico) e um rompimento de sua tela atômica,

a qual nos separa do plano astral. Neste dano encontramos explicações para as visões (alucinoses) que sofrem os dependentes em situações de intoxicação e/ou abstinência. Lembramos que podemos acessar o plano espiritual (acesso aos planos superiores) num desdobramento induzido por preces, meditação e estados de expansão da consciência. É como se houvesse uma porta que nestes estados se abre naturalmente. A lesão provocada pela droga pode ser comparada a um arrombamento desta porta, uma explosão desta porta, dando à criatura acesso aos planos inferiores.)

COCAÍNA: É a 3ª substância ilícita mais utilizada no Brasil, perdendo para a maconha (1ª) e para os solventes. É um alcalóide natural extraída da planta Erythroxylon coca, estimulante do SNC e anestésico local. Isolado na virada do séc. XX e largamente utilizada até o início dos anos 20 quando foi proibida em vários países europeus e Eua devido à dependência e ao comportamento de abuso que causava. Ressurgiu nos anos 80.
1) Mecanismo de ação: a cocaína pertence à classe de drogas estimulantes do SNC, agindo por meio do bloqueio de recaptação de dopamina, serotonina e noradrenalina nas sinapses.
2) Intoxicação aguda: aumento da FC, da PA, da vontade sexual, da auto-estima; diminuição do apetite; euforia, sudorese, tremor, comportamento violento, pânico, sintomas paranóides (considerar a possibilidade de percepções de quadro obsessivo). As complicações psiquiátricas agudas são os principais motivos de procura por atendimento médico de urgência entre os usuários de cocaína.
3) Síndrome de abstinência: sintomas marcadamente psíquicos: disforia, depressão, ansiedade, insônia, lentificação.
Início: algumas horas após a interrupção do consumo.
Duração: dias ou semanas. Contudo episódios de fissura (desejo súbito e intenso de utilizar a droga, associado à memória da euforia em contraste com o desprazer presente) podem acontecer meses depois após a interrupção.

MACONHA: Representante das drogas perturbadoras, a maconha é derivada do cânhamo (cannabis sativa). A maconha ou “fumo” é a combinação de brotos, folhas, caules e sementes da cannabis, fumados em cigarros de fabricação caseira.
1) Mecanismo de ação: atua em receptores canabinóides distribuídos pelo córtex, hipocampo, hipotálamo, cerebelo, complexo amigdalóide, giro do cíngulo anterior. Temos neurotransmissores canabinóides endógenos envolvidos em diversas funções, as quais são perturbadas pelo consumo de canabinóides. Ocorrem disfunções de apetite, humor, atenção, coordenação motora e de funções cognitivas superiores.
2) Intoxicação aguda: além das disfunções supracitadas, podem ocorrer reações psíquicas com variável gravidade: reações ansiosas, depressivas, maniformes e paranóides (inclusive desencadear surtos psicóticos). à novamente aqui considerar questão da tela atômica, nos casos de alucinose.
3) Síndrome de abstinência – controvérsias são superadas por algumas semanas de prática em uma Urgência Psiquiátrica, onde recebemos pacientes em sofrimentos devido à abstinência de cannabis.
Tratamento: Vamos finalizar, de certa forma, por onde começamos. Podemos dizer que as vias da prevenção são bem próximas às do tratamento. Os recursos visam as raízes do problema:
Farmacoterapia (das patologias de base e dos sintomas de abstinência e de intoxicação)
Psicoterapia (das questões da personalidade)
Estímulo à religiosidade – dentro da crença individual (lembramos da prática da prece e da meditação – facilitadores do acesso aos planos extra-físicos, como alternativa aos efeitos das drogas que forçariam esse acesso…)
Vimos no início que trabalhos científicos demonstram a importância da religiosidade na prevenção e tratamento das doenças, inclusive das dependências. Mas como abordar o paciente? Pesquisas mostram duas situações:
Apesar de 77% dos médicos pensarem que a crença religiosa pode trazer benefícios aos pacientes, a maioria deles não sabe como chegar ao doente e introduzir a espiritualidade na conversa;
A maioria dos pacientes quer que os médicos abordem a questão da religiosidade.
É necessário que se crie uma ponte entre as partes. E o profissional de saúde deve ter uma sensibilidade muito grande para tocar nesse assunto. Algumas recomendações são: apoiar a crença espiritual do paciente, não prescrever a religião para ateus, nem dar conselhos espirituais.
Vontade: “Não há arrastamento irresistível. Uma vez que se tenha vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.”(Questão 845 Livro dos Espíritos).
Todos os recursos terapêuticos são importantes, mas a eficácia de todos eles dependerá sempre, da vontade da pessoa dependente.
André Luiz, no livro No Mundo Maior, afirma: “A medicina inventará mil modos de auxiliar o corpo atingido em seu equilíbrio interno; por essa tarefa edificante, ela nos merecerá sempre sincera admiração e amor, entretanto, cumpre a nós outros praticar a medicina da alma, que ampare o espírito enleado nas sombras”… E continua no terceiro parágrafo: “É mister acender, em derredor de nossos irmãos encarnados na Terra, a luz da compaixão fraterna, traçando caminhos à responsabilidade individual. Haja mais amor ante os vales da demência do instinto e as derrocadas cederão lugar a experiências santificantes”.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 – LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALAN KARDEC
2 – MEDICINA DA ALMA – JOSEPH GLEBER
3 – CAMINHO,VERDADE E VIDA – EMMANUEL
4 – DIAS GLORIOSOS – JOANNA DE ANGELIS
5 – A ESPIRITUALIDAE NO CUIDADO DO PACIENTE – HAROLD KOENIG
6 – JORNAL DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
7 – AS DORES DA ALMA – HAMMED
8 – EM BUSACA DE SENTIDO – VICTOR FRANKLE
9 – NO MUNDO MAIOR – ANDRÉ LUIZ
10 – AÇÃO E REAÇÃO – ANDRÉ LUIZ
11 – NOS DOMINIOS DA MEDIUNIDADE – ANDRÉ LUIZ
12 – O LIVRO DE OURO DA MENTE – RITA CARTER
13 – PRÁTICA PSIQUIÁTRICA NO HOSPITAL GERAL – NEURY JOSÉ BOTEGA.

Nota; O tratamento médico baseia-se fundamentalmente na assistência médica e psiquiátrica. Paralelamente, deve ser feito o tratamento espiritual aplicado nos centros espíritas, como o passe magnético, a água fluidificada e a desobsessão, sempre que necessária, tanto na prevenção, como no tratamento das doenças da alma.
A droga é um dos maiores flagelos sociais. Quem nela entra dificilmente sai, ao desencarnar sai desta vida destroçado, perdido, com inúmeros problemas, mais a tendência inata para a droga quando reencarnar. Quando intoxicamos o nosso corpo, destruindo-o com o uso de drogas, acabamos por afetar o nosso corpo espiritual (perispírito), corpo espiritual esse que será o molde energético do futuro corpo de carne em futura reencarnação.
Drogando-se, o ser humano sofre um embotamento da razão, perde faculdades, perde o seu projeto evolutivo que fizera antes de reencarnar, e que vai ter de repetir em futura reencarnação, com a agravante de vir em piores condições físicas, derivado das doenças consequentes do uso de drogas. Sofre assim uma estagnação intelectual e espiritual, perde tempo, sofre no mundo espiritual (pois aí se adentra na qualidade de um suicida) e também no mundo físico em futura vida, comprometendo a sua futura reencarnação.
“pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”.
Se estudada e bem compreendida, a Doutrina Espírita é um dos maiores preservativos contra o suicídio e o uso de drogas, já que o homem, consciente da sua condição espiritual, tudo fará para sair com êxito da vida, para evoluir intelectual e moralmente, até que um dia Pela lei natural da vida o seu corpo perca a vitalidade e morra.
É necessário evangelizar os adolescentes e os jovens, esclarecendo da sua condição de espíritos eternos, não como crenças, mas sim como fatos inquestionáveis perante as observações que o mundo nos presenteia, mostrar que o desenvolvimento do “ser” persiste após a morte.

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 02/07/18, na Rede Espirit Book

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