São Paulo — Os brasileiros que se declaram contrários à liberação da posse de armas de fogo atingiu 61% em dezembro, segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (31). De acordo com os entrevistados, a posse deve ser proibida “pois representa ameaça à vida de outras pessoas”.

No levantamento anterior, divulgado em outubro, o percentual de pessoas contrárias ao porte estava em 55%.

No mesmo período, a parcela de pessoas que considera a posse de armas “um direito do cidadão para se defender” oscilou negativamente, passou de 41% para 37%, ou seja, no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Outros 2% não souberam responder.

Foram entrevistadas 2.077 pessoas em 130 municípios em todas as regiões do país, nos dias 18 e 19 de dezembro.

Liberação de armas

Uma das principais bandeiras de campanha do agora presidente eleito, Jair Bolsonaro, era a da revogação do Estatuto do Desarmamento.

Neste sábado (29), ele afirmou que pretende assinar um decreto para permitir a posse de arma a todas as pessoas sem ficha criminal, além de tornar o registro definitivo, sem a necessidade de renovações, como hoje.

Especialistas questionam a mudança por decreto sem aval do Congresso, uma vez que afetaria o Estatuto do Desarmamento, lei de 2003.

Na prática, todo cidadão pode pedir a posse à Polícia Federal, se cumpridos alguns requisitos, como ficha criminal limpa e exames de aptidão. O total de registros tem crescido: o salto foi de 280% de 2009 a 2017, chegando a 33 mil licenças no país.

Ao anunciar a medida no Twitter, Bolsonaro não detalhou o decreto que está em planejamento. Duas horas após a publicação, ele voltou à rede social para dizer que “a expansão temporal será de intermediação do Executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”. Já tramitam no Congresso projetos que tentam revogar o estatuto.

A lei prevê regras para a concessão da posse, caracterizada pela possibilidade de permanência da arma na casa do proprietário ou no estabelecimento comercial. O candidato deve se submeter a exames de aptidão psicológica e capacidade técnica, além de apresentar a razão da efetiva necessidade, “expondo fatos e circunstâncias que justifiquem”, explica a PF. Defensores da liberação de armas reclamam da subjetividade desses critérios.

A decisão de Bolsonaro de manter a facilitação para posse de arma foi tomada após conversa com o futuro ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro. O argumento do futuro governo é garantir a legítima defesa aos cidadãos. Segundo dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, em 2009 a quantidade de registros era de 8.679.

Até o ano anterior, ainda vigorava o prazo, previsto pelo Estatuto, de registro de quem já tinha armas irregularmente. O número subiu ano a ano, até atingir pico de 36,8 mil licenças em 2015.

Também preocupa especialistas o número crescente de registros concedidos pelo Exército a atiradores esportivos. Mudanças nas normas de obtenção e transporte dos equipamentos atraíram milhares de interessados em obter arma e que encontravam dificuldade de obter a liberação via PF.

Para o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, esse fenômeno está ligado à onda de descrença da população, com a escalada da violência urbana. “Em situações estáveis, onde o Estado funciona, as pessoas não veem necessidade de ter arma, até porque ela contribui para que a violência aumente”, diz. “É um mito que a arma de fogo é um bom instrumento de defesa.” O risco, para especialistas, é que a facilitação da posse eleve ainda a circulação de armas ilegais.

(Com Estadão Conteúdo)

Nosso comentário: só gostaria que me explicassem como um homem que se diz enviado de Deus, como já proclamou com toda a empáfia e arrogância: “que não se considera capacitado, mas que Deus capacita os escolhidos…” acha que vai resolver a violência no Brasil através de armas, na contramão da frase histórica: “VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA”…  

Afinal qual é o seu Deus, senhor Bolsonaro? O Deus que eu conheço nunca resolveu os problemas da violência através de armas, mas sim e apenas pelo amor.

Por algum acaso conhece a passagem evangélica de Madalena, quando a turma enfurecida queria apedrejá-la apenas porque ela era considerada prostituta, um direito que qualquer mulher pode ter, e se apresentaram perante Jesus pensando que iria sancionar as intenções de violência contra a pobre coitada.

Todavia, “o tiro saiu-lhes pela culatra”… Jesus, simplesmente se abaixou e começou a rabiscar na areia do lago Tiberíades e levantando-se proclamou alto e bom som: ” quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”. E a turma debandou toda ficando apenas Jesus e Madalena, frente a frente, quando Jesus lhe disse, “vai, e não peques mais!… E Madalena se transformou e se tornaria numa das maiores entusiastas e seguidoras de Jesus.

A conclusão que se pode tirar senhor Bolsonaro é que o seu Deus é bem diferente de Jesus. Ou é um Deus apenas seu ou o senhor está completamente equivocado perante os preceitos do único Deus que conhecemos na forma de Jesus Cristo. Então o senhor jamais poderá considerar-se um enviado de Deus, aliás, um dos mandamentos de Deus (verdadeiro) é não proclamar o nome de Deus em vão, o que o senhor vem fazendo equivocadamente.

A única forma, ancestral, de acabar com qualquer tipo de violência, senhor Bolsonaro, é, e sempre será, através da educação, o único ministério que deveria ter o maior investimento possível nos anos vindouros e um dia chegaria em que a violência se reduziria drasticamente.

Mas, para isso, senhor Bolsonaro, as pessoas e alunos, sobretudo, deveriam ter acesso a um leque amplo, liberal, e democrático de aprendizado, informações e discussões para poderem agir com consciência, e não serem logo amordaçados nas salas de aula, com a tal “escola sem partido”, querendo impor aquilo que o senhor acha que está certo, manifestação do mais retrógrado pensamento, na contramão dos princípios universalistas dos direitos humanos.

Então o senhor jamais poderá ser considerado um estadista, mas um mero executor ditatorial de princípios unilaterais.

Além do mais, senhor Bolsonaro, na era que estamos vivenciando, da razão e da lógica racional, por excelência, está mais do que na hora de que políticos evoluídos se questionem sobre a problemática existencialista do homem, quando as fontes de informações de qualquer área do conhecimento confirmam e comprovam amplamente que a morte não existe, de fato, e que a vida prossegue em outra dimensão espiritual, e voltaremos a reencarnar até nos tornarmos dignos seguidores de Cristo, ou seja, até nos aperfeiçoarmos moralmente, a única alternativa que conta na dimensão espiritual. 

Por isso o senhor foi agredido mortalmente (era essa a intenção), perante a ampla lei divina e natural de ação e reação, porque o senhor fez o mesmo para o seu agressor em épocas bem remotas, de outras vidas, e ele com essa reminiscência do passado agiu completamente sozinho, porque o problema era apenas de ambos e jamaos inserido em algum complot (sobretudo do PT) como equivocadamente se proclama. Aliás, o senhor corre atrás de muitos equívocos.

Então, consciente desta realidade, porquê insistir em demagogias de qualquer área religiosa? Porque insistir em pensar que morreu, acabou? E os crimes bárbaros que fogem à justiça terrena, ficam por isso mesmo? Será essa a sua interpretação e dos seus correligionários sobre a concepção de Deus? Deus para uns e “diabo” para outros?

Não acha que está na hora de deixar de endeusar uma sociedade alicerçada em princípios podres, utópios e falsos?

Não está na hora de desmistificar a realidade da podridão social e explicar para as pessoas que à justiça divina ninguém escapa, mesmo que escape à justiça dos homens?

Apenas e tão somente, este pensamento terá  maior força e impacto que armas algumas poderão alcançar.

Tudo leva a crer que o seu governo irá ter muitos problemas.

Quais?

Não é muito difícil imaginar, mas… 

O futuro a Deus pertence… (o Deus de todos, e não o seu próprio Deus)

Alberto Maçorano