Há profunda e evidente diferença entre o Cristianismo nos
moldes como foi revelado por Jesus Cristo, e o Cristianismo da
forma como 0 apregoado por algumas igrejas.
Jesus não homologou o batismo pela água, conforme praticado
por João Batista. O Evangelista afirma, solenemente, que Jesus
mesmo não batizava ninguém, nos moldes como era feito por João
Batista (João, 4:2).Não encontramos nos Evangelhos nenhuma recomendação de
Jesus no tocante à prática da circuncisão, da confissão auricular,
do crisma, da extrema-unção ou de quaisquer outras práticas consagradas
pelas igrejas.
Jesus não consagrou a teoria da vida única do Espírito na carne;
pelo contrário, em seu colóquio com Nicodemos, deixou bem
evidenciado que quem não nascesse de novo não veria o Reino
dos Céus.
Num outro episódio, Jesus também corroborou a Lei da Reencarnação.
“Vendo um cego de nascença, os discípulos lhe perguntaram:
quem pecou, para que ele nascesse cego, ele ou seus pais?”
Ora uma pergunta dessa natureza deixou bem evidenciado que o
pecador, no caso de ter sido o próprio cego, somente poderia ter
pecado em existências anteriores, uma vez que ele era cego de
nascença.
O Cristianismo revelado por Jesus Cristo jamais poderia consagrar
a existência dos hediondos tribunais inquisitoriais, responsáveis
pela tortura e morte de milhões de pessoas inocentes, catalogadas
como hereges.
O Espiritismo surgiu, na Terra, quase 20 séculos após o advento
de Jesus, em cumprimento à sua promessa da vinda do Espírito
Consolador, ou Espírito de Verdade, cujo escopo básico seria o de
restabelecer a Verdade cm toda a sua plenitude, ou seja, de apresentar
um Cristianismo Redivivo.

Evangelho de Redenção – Paulo Alves Godoy.

Postado por Nilza Garcia, em 23/06/18, na Rede Espirit Book