– Todo o empreendimento nobre, no processo da evolução,

Exige comando íntimo de segurança e equilíbrio daquele que o enceta.

– O corpo é máquina divina que obedece à disposição das próprias peças.

Para que estas funcionem em conjunto harmónico,

Devem estar convenientemente ajustadas às suas finalidades,

Sem sofrerem excessos de qualquer natureza.

– Comandando todo o equipamento através da mente,

O espírito responde pelo sucesso ou não da engrenagem,

bem como pelos resultados das operações a desenvolver.

Neste capítulo surge o impositivo do equilíbrio interior,

Em forma de disciplina mental e moral bem conduzida.

– O corpo são é preservado mediante comportamentos

próprios que lhe mantêm o conjunto em ritmo de ação harmoniosa.

A vida sã, da mesmo forma, decorre da estabilidade

da emoção sob a direção mental salutar.

– À ação precede o planejamento. A ordem deflui do

Trabalho eficiente. O equilíbrio resulta do esforço

Em conduzir aspirações e realizações, sustentando

as finalidades nobres a que se destinam.

– Um programa, portanto, de disciplina interior faz-se inadiável,

A fim de lograr-se êxito nos cometimentos, que se perseguem.

– O hábito da leitura edificante gera disposições elevadas

E predispõe a realizações nobilitantes.

– A prece frequente facilita a inspiração do

Plano Espiritual superior com o consequente

amparo que dele se recebe, afastando as influências

perniciosas.

– O trabalho da caridade fraternal irradia

Ondas de simpatia e afeto que se transformam

Em defesa moral contra as agressões exteriores.

– O otimismo desencadeia vibrações positivas que atuam

Na organização fisiopsíquica de maneira favorável.

– A reflexão propicia avaliar-se o que se tem feito

E o que se deve fazer, auxiliando na melhor compreensão

Dos deveres, antes que na disputa dos direitos.

– Não te permitas exorbitar em qualquer campo no qual

Te encontres em função da vida.

Comanda as tuas aspirações e favorece-te com as conquistas

Interiores da paz e do amor para o trabalho de autoburilamento,

Através do qual melhor entenderás os desígnios da Providência.

Mesmo Jesus, o sábio por excelência, concluídas as exaustivas tarefas

Diárias em nosso benefício, ao invés de viver os júbilos excêntricos

Da algazarra popular, recolhia-se ao silêncio e à oração,

para ouvir O PAI, ensinando-nos, na disciplina constante,

a regra eficaz para obter o êxito do superior comando íntimo

Joanna de Ângelis / Divaldo Franco