Em culto na Câmara dos Deputados promovido pela Frente Parlamentar Evangélica, o presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira que indicará um ministro do Supremo Tribunal Federal que “seja terrivelmente evangélico”, parodiando a expressão dita pela ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves.

“O estado é laico, mas nós somos cristãos. Ou, para plagiar a minha querida Damares, nós somos terrivelmente cristãos. E esse espírito deve estar presente em todos os poderes. Por isso, o meu compromisso: poderei indicar dois ministros para o Supremo Tribunal Federal. Um deles será terrivelmente evangélico”, afirmou o presidente.

A indicação de um jurista evangélico na mais alta corte judiciária do país é um dos principais pleitos da bancada evangélica, que se diz desprestigiado por não ter nenhum seguidor da religião entre os onze ministros do STF.

 

Nosso comentário: quanto equívoco e quanta arrogância senhor presidente da República?

Se o país é laico, como o senhor pode arvorar-se em prestigiar seitas religiosas?

Se o senhor se diz cristão, como pode odiar aqueles que não seguem as suas ideologias?

Se o senhor é cristão, como pretende armar uma população para matar um ser humano?

Sabia que ninguém tem o direito de matar quem quer que seja, sob qualquer pretexto?

Como se pode falar levianamente em religião, em Deus, em cristianismo, quando a sua prática de vida é completamente oposta a esses princípios?

Afinal, o que vai acrescentar um magistrado evangélico?

Retrocesso, apenas…

O espiritismo que é a única doutrina existenncial por excelência, e que deveria ser estudada nas escolas, o senhor sequer conhece, sequer se preocupa em conhecer, apesar da USP ter introduzido, finalmente, a matéria de espiritualidade para ser estudada no seu currículo.

Quanto equívoco e ignorância, senhor Presidente…

Alberto Maçorano