«A oração, por sua vez, produz uma interação mente-corpo, espírito matéria, de incontáveis benefícios. Examinemos, por exemplo, o que sucede com as ideias desconcertantes. A medida que o paciente as fixa, uma energia deletéria se prolonga pela corrente sanggínea, partindo do cérebro ao coração e espraiando-se por todo organismo, o que produz desconforto, sensações de dores, dificuldades respiratórias, taquicardias, num crescendo que decorre do estado auto-sugestivo pessimista, que ameaça com a possibilidade de morte próxima, de perigo iminente de acontecimento nefasto e semelhantes…

Trata-se essa, sem dúvida, de uma oração negativa, cujos efeitos imediatos são aflição e desalinho emocional. Tal sucede, porque a mente visitada pelos pensamentos destrutivos responde com produção de energia tóxica que alcança o coração — o chakra cerebral envia ondas eletromagnéticas ao cardíaco, que as absorve de imediato — e esparze pelo aparelho circulatório os petardos portadores de altas cargas dessa vibração, somatizando os distúrbios.

Da mesma forma, portanto, a oração, que é a estruturação do pensamento em comunhão com as elevadas fontes do Amor Divino, permite que a mente sintonize com os campos de vibração sutil e elevada, realizando o mesmo processo, somente que de natureza saudável e reconfortante. Captadas essas ondas pelo psiquismo, irradiam-se do espírito ao perispírito, que aumenta a resistência energética, vitalizando as células e os campos organizados da matéria, modificando-lhes a estrutura para o equilíbrio, a harmonia.

Quando alguém ora, torna-se um dínamo gerador de força, a emitir ondas de teor correspondente à qualidade da energia assimilada. De incomparável resultado terapêutico, a oração é, também, ponte de ligação com a Divindade, na qual se haurem coragem e bem-estar.

O exemplo mais dignificante vem de Jesus. Sempre que o cansaço Lhe tomava o organismo, Ele buscava a oração, a fim de comungar com Deus, reabastecendo-se de vitalidade. E era Ele quem conseguia alterar os campos de energia com a simples vontade, direcionando-a conforme Lhe aprouvesse.”

A Evangelhoterapia é o recurso precioso para produzir a recuperação do equilíbrio das criaturas, preservá-lo naquele que já o possui e irradiá-lo na direção de quem se encontra necessitado.

Partindo-se do princípio através do qual todos reconhecemos que o paciente mental necessita de compreensão, bondade e estímulo constante, nas lições do Evangelho de Jesus, mesmo tendo-se em vista algumas distorções que decorrem das traduções incorretas, infiéis, ou das adulterações que experimentou durante os quase dois milênios, assim mesmo ainda é um repositório de otimismo, de esperança e de conforto moral, difícil de ser encontrado em outra qualquer Obra da humanidade. Não negamos a excelência de outros livros básicos de diversas religiões, ricos de misericórdia, de paz e de consolo espiritual.

No entanto, o Evangelho, face à sua linguagem simples e profunda,
ética e atual, dá-nos a impressão que foi elaborado para este momento tormentoso que se vive no planeta terrestre, atendendo a todas as necessidades do ser humano. A sua leitura calma, com reflexão, objetivando entender as ocorrências existenciais, constitui incomum medicamento para o Espírito que se recupera da ansiedade e dos distúrbios que o afetam, repousando na alegria de viver.

Ademais, sua proposta de saúde fundamenta-se no amor, em todo o bem que se pode fazer, no deslocamento do eu para o nós, do isolamento a que se arroja o enfermo para a solidariedade que aguarda a sua parcela de cooperação.

Com essas disposições interiores, altera-se para melhor a paisagem íntima, e Espíritos nobres, interessados no bem-estar de toda a humanidade acercam-se da pessoa, envolvendo-a em ondas de amor, de autoconfiança, de bem-estar, não poucas vezes apresentando-se nos estados oníricos, quando a
reconfortam e a estimulam ao prosseguimento da jornada.

Todo indivíduo é constituído de antenas psíquicas transceptoras, que emitem e captam ondas equivalentes à sua capacidade vibratória, portanto, à intensidade e qualidade da energia que exterioriza. Não é, pois, de estranhar-se, que cada qual viva conforme pensa, tomando-se feliz ou desventurado em razão das idéias que agasalha na mente.”

Esclarecimentos do Espírito Dr. Messier (Médico)

Fonte – Tormentos da Obsessão, psicografia, Divaldo Pereira Franco, espírito Manoel Philomeno de Miranda

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 15/06/19, na Rede Espirit Book.