Reportagem especial nesta edição revela que Ribeirão Preto é uma “ilha” cercada por “lixões”. E por “lixão” entenda-se o superlativo da palavra lixo, levada às últimas consequências.A pior delas, sem dúvida, são os criadouros de bichos que transmitem doenças, incluindo-se, nesta população indesejável, os perigosos e famintos “Aedes Aegypti”, com seu mortal cardápio de febres, dengues e zikas.

                É tudo o que não queremos. Evidentemente, a população também tem culpa no cartório, quando descarta, de qualquer maneira, e em qualquer lugar, o lixo que produz.

                A prefeitura, por sua vez, não consegue resolver o problema. Apesar das multas pesadas, não há fiscalização eficiente e acaba ficando o dito pelo não dito. Não conseguimos ultrapassar o terreno das ameaças, enquanto a procriação do vetor da dengue explode numa grandeza numérica assustadora. Explosiva. Sofremos todos. Sobrecarrega-se o sistema de saúde. Morrem pessoas. Cria-se o pesadelo da conexão mais que possível entre zika e microcefalia.

                O fato é este: carroceiros e caçambeiros não podem descartar lixo, entulho e restos de todo o tipo em terrenos aleatórios. Precisamos ter espaços demarcados para isso. Ao mesmo tempo, os moradores de Ribeirão, todos conscientes do problema que vivemos, precisam colaborar. Não é preciso tutela: se cada um for fiscal da própria limpeza, a situação já vai melhorar muito. É uma questão de cidadania.

Editorial Jornal “A Cidade”
Ribeirão Preto, 18/02/16

 

 

 

Nosso comentário: Tem um ditado em Portugal que diz: “vale mais entrar um burro na razão do que um teimoso”… Têm razão em alertar a população, porque, infelizmente, existem pessoas completamente irresponsáveis e não tomam os devidos cuidados sanitários. Fui para Angola com quatro anos de idade em 1951. Vivi em Luanda de 1961 a 1975, ou seja, dos 14 anos aos vinte e oito anos. Nunca ouvi falar em epidemias de qualquer natureza. Luanda era uma cidade, tipo, Santos, com litoral de mar. Periodicamente havia uns carros que dedetizavam toda a cidade com uma fumaça, mas, que produzia um efeito devastador. Não existiam essas visitas domiciliares que acontecem por aqui deitando umas gotinhas aqui e acolá. Isso não resolve nada. É imprescindível uma pulverização em toda a cidade, mas de produtos eficientes e verdadeiros, pois, me parece que até isso é falsificado. Antigamente passava muito em frente à Câmara Municipal a pé, atravessando aquele conhecido ribeiro. Eu tinha que dar uma corrida para não ser “atropelado” por um redemoinho de mosquitos em volta de todo o corpo, sobretudo, na cabeça. Hoje, ainda acontece isso, alguém experimente a pé, atravessar esse local. Isso é um absurdo. Não existiria, se realmente houvesse um tratamento eficaz para eliminar esses indesejáveis companheiros. Portanto, o descaso e incompetência é mais do poder público. Retomando a frase inicial: há cinquenta anos existia o tabu de se falar em sexo nas famílias. Hoje, está banalizado, ultrapassando os limites do bom senso. Os resultados estão à vista de quem tem olhos de ver. No aspecto religioso ainda persiste o tabu quando se fala de espiritismo. Contudo, os falsos profetas estão por todos os cantos e encruzilhadas (já previsto na bíblia, pelo próprio Jesus Cristo). Apesar dos fundamentos espíritas estarem completamente escancarados e terem sido devassados por tudo quanto é pesquisa, inclusive pelos maiores cientistas que já passaram pela Terra, ainda persistem os desmancha prazeres, que teimam em confundir em vez de esclarecer. Para quê induzir toda uma população, dizendo:  Cria-se o pesadelo da conexão mais que possível entre zika e microcefalia”… quando temos a certeza absoluta que não existe. É bem verdade, que “vale mais cair em graça do que ser engraçado”!

 

Alberto Maçorano

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