– Induzidos à intemperança mental, a explodir dentro de nós por vulcão de loucura,

Meditemos na indulgência divina, para que não venhamos a cair

Nos desajustes da intolerância.

– Achávamo-nos, ontem, desarvorados e oprimidos no torvelinho das trevas.

O Senhor, porém, nos concedeu novo dia para recomeçar a grande ascensão à luz.

– Estávamos paralíticos na recapitulação incessante de nossos desequilíbrios.

Restituiu-nos a faculdade do movimento com os pés e as mãos

Para o reequilíbrio que nos compete.

– Sofríamos desilusão e cegueira.

Reformou-nos a esperança e a visão com que assimilamos as novas experiências.

– Jazíamos desassisados na sombra.

Reconduziu-nos à posse da integridade espiritual.

– Padecíamos a desesperação a desgovernar-nos o verbo,

Através de atitudes blasfematórias.

Investiu-nos, de novo, com o poder de falar acertadamente.

– Vitimava-nos a surdez,

Nascida de nossa rebelião perante a Lei.

Dotou-nos de abençoados ouvidos com que possamos assinalar as novas lições do socorro espiritual.

– Procedíamos à conta de infelizes alienados, nas regiões inferiores,

Materializando em torno de nós as telas dos próprios erros e eternizando assim, o contato com os desafetos de nossa própria vida.

Concedeu-nos, porém, a Divina Bondade a bênção do lar e da provação, da responsabilidade e do trabalho em comum, nos quais tornamos à associação com os nossos adversários do pretérito para convertê-los, ao sol do amor, em laços de amor, em laços de elevação para o futuro.

Não olvides a tolerância de Jesus, o nosso eterno amigo, que nos suporta há milénios, amparando-nos o coração, através de mil modos, em cada passo do dia, e por gratidão a Ele que não vacilou em aceitar a própria cruz para testemunhar-nos benevolência. Sejamos aprendizes autênticos da fraternidade, porquanto somente no perdão incondicional de nossas faltas recíprocas, conseguiremos atender-lhe ao apelo inolvidável:

– “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Chico Xavier / Emmanuel