Divaldo Pereira Franco foi alertado, em 1989, pelo Dr. Bezerra de Menezes (espírito) acerca dos perigos do armamentismo e da indústria das armas. Notem que para Divaldo, o período negro da supressão de direitos democráticos do Brasil não foi ditadura, e sim “revolução”, mesmo assim, a resposta de Bezerra não deixa a menor dúvida. Prestem atenção ao diálogo:

DIVALDO RELATA – Na época da Revolução (*ditadura militar), quando constatei que o Brasil naquele momento era o quinto maior exportador de armas defensivas – que são armas assassinas da mesma forma – fiquei muito chocado. Então, perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, Espírito:

– Como explicar a missão histórica do Brasil, se nós exportamos armas? E o carma que iríamos gerar?

Dr. Bezerra respondeu:
– Você votou nas autoridades que hoje administram o País?

– Não, Senhor!

– Então, o carma não é do Brasil. É dos indivíduos que tomaram o poder e levaram o País à indústria da morte. *Quando você votar e o País tomar rumo, então você é o responsável, porque o rumo que o País seguir será o resultado do homem que você escolheu* _(grifos nossos)_. Se você escolheu porque tinha interesses pessoais e não os interesses da comunidade, você responderá pelo carma histórico e coletivo que virá.”

_Fonte: Revista Presença Espírita, Salvador – Maio 1989 – No. 152_ (Via Izaias Lobo Lannes)