Em antigo programa de TV (Pinga Fogo), Chico Xavier interrogado sobre a ingestão de carne de animais deu uma resposta que tem servido de argumento para muitos companheiros espíritas defensores da alimentação carnívora..

      EMMANUEL

       No livro “O Consolador”, editado pela FEB no ano de 1941 e psicografado por Chico Xavier, o mentor espiritual do médium, questionado sobre o mesmo assunto, assim se referiu: “A ingestão de vísceras de animais é um erro de enormes consequências do qual deriva numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a ingestão de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados em produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.”

     Chico Xavier teria esquecido a orientação do seu Mentor Espiritual? Acreditamos que não. Melhor seria examinar PALAVRA por PALAVRA toda a resposta do Chico bem como o contexto em que ela foi dada.

       ANDRÉ LUIZ

       Ainda no livro “Missionários da Luz” de autoria do Espírito André Luiz e também psicografado por Chico Xavier, em seu cap. IV (Vampirismo),encontramos alguns trechos interessantes do Instrutor Alexandre, referente ao tema: 

“E, nós outros quando encarnados, não mantínhamos nossas mesas à custa das víscera dos bovinos e das aves?  A pretexto de buscar recursos protéicos exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiro de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar com a máxima eficiência. O suíno comum era preso por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muitas vezes à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários (…). Entretanto, em todos os setores da Criação, Deus nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores? Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos? Infelizmente, os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos  cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem, excetuando-se os animais domésticos que por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam a faca e o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como gérmens frágeis de racionalidade, se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílio mútuos?”

Voltaremos ao assunto. Muita Paz!

Postado por Adão de Araújo, em 06/07/18, na Rede Espírit Book!…