Quando a vida… Começava no mundo,
Os pássaros sofriam bastante.
Pousavam nas árvores
E sabiam voar, mas, como haviam de criar.
Os filhotinhos? Isso era muito difícil.
Obrigados a deixar os ovos no chão,
Viam-se, quase sempre
Perseguidos e humilhados.
A chuva resfriava-os e os grandes animais,
Pisando neles, quebravam-nos
Sem compaixão. E as cobras?
Essas rastejam no solo, procurando-os…
Para devora-los na presença dos
Próprios pais, aterrados e trêmulos.
Conta-se que, por isso, as aves
se reuniram e rogaram ao Pai Celestial
Que lhes desse o socorro necessário.
Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo
Que passou a orientá-las na construção.
Os pássaros não
Dispunham de mãos, entretanto,
o mensageiro inspirou-as a usar os
biquinhos e, mostrando-lhes os braços
amigos das árvores, ensinou-os a
transportar pequeninas migalhas.
Da floresta, ajudando-os
A tecer os ninhos no alto.
Os filhotinhos começaram a
Nascer sem aborrecimentos, é,
Quando vieram as tempestades,
Houve segurança geral.
Reconhecendo que o Pai Celeste
Havia respondido às suas orações,
as aves combinaram entre si cantar.
Todos os dias, em louvor do
Santo Nome de Deus.
Por essa razão, há passarinhos que
se fazem ouvir pela manhã,
outros durante o dia e outros,
ainda no transcurso da noite.
Quando encontrarmos uma ave
Cantando, lembremos, pois,
Que do seu coraçãozinho
Coberto de penas, esta saindo
O eterno agradecimento que…
Deus está ouvindo nos Céus.

Chico Xavier – Meimei

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 03/11/18, na Rede Espirit Book.