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A primeira edição do livro: “A vida depois da vida”, lançado nos Estados Unidos no ano de 1975, ampliou o conceito da vida.

O impacto causado pelas conclusões da pesquisa empreendida por Moody, mais de cem casos exaustivamente analisados, foi muito além da expectativa do próprio autor – transformou-se num best-seller que já superou a casa dos treze milhões de exemplares. Essa fantástica receptividade não se limitou aos Estados Unidos. Reconhecido no mundo inteiro como a autoridade mais conceituada no campo das experiências de quase-morte – relatos de pessoas consideradas clinicamente mortas e que retornaram ao mundo dos vivos – Moody é testemunha viva de uma realidade que todos nós, um dia, iremos enfrentar. 

O que acontece quando uma pessoa morre? Uma pesquisa séria e impressionante do fenómeno da sobrevivência à morte física. Nos últimos anos o Dr. Raymond Moody Jr. conduziu um estudo envolvendo mais de uma centena de indivíduos que experimentaram a morte clínica e reviveram.

Documentário sobre o livro: Vida depois da Vida escrito pelo Dr. Raymond Moody. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Vida Depois da Vida: A Investigação do Fenómeno de Sobrevivência à morte corporal é um dos três livros sobre experiência de quase-morte escritos pelo Dr. Raymond Moody. O livro, amplamente conhecido nos Estados Unidos da América, deu origem ao filme homónimo “Vida Depois da Vida” pelo qual Raymond Moody recebeu uma medalha de bronze na categoria “Relações Humanas” no Festival de cinema de Nova Iorque. A partir do estudo descrito no livro, e com o auxílio dos depoimentos de cerca de 150 pessoas que sofreram de morte clínica ou aos quais havia sido diagnosticado que tinham quase morrido, Moody concluiu que existiam nove experiências comuns à maioria das pessoas que passaram pela experiência de quase-morte, tais como: 1 – Ouvir um zumbido nos ouvidos;  2 – Um sentimento de paz e ausência de dor; 3 – Ter uma experiência fora do corpo; 4 – Sentir-se a viajar dentro de um túnel; 5 – Sentir-se a subir “pelos céus”; 6 – Ver pessoas, principalmente familiares já falecidos; 7 – Encontrar seres espirituais, por vezes identificados como sendo Deus; 8 – Ver uma revisão do decurso da própria vida, desde o nascimento até à morte; 9 – Sentir uma enorme relutância em regresso à vida.
Nosso comentário: assisti a este filme em Angola em 1975. A única coisa de que me lembro, foi  uma frase que consegui gravar na minha memória: “não somos suficientemente inteligentes para ficarmos tristes com a morte”. Nessa época essa frase soava como que uma espécie de “maravilhoso e fantástico”, mas sem qualquer conexão ou convicção sobre a minha expectativa do porvir. A dúvida continuou pairando no ar e as minhas convicções dessa época afastavam-me desse foco. Muito convicto da ciência exata, cheguei a ser “ateu” atribuindo a origem de tudo ao âmbito científico. Após tribulações e circunstâncias dolorosas que me levaram a vir para o Brasil, e após algum tempo de busca do porquê das coisas que me surgiram, viria a ter conhecimento do espiritismo. Finalmente essa frase desconexa então, tinha finalmente um desfecho coerente no contexto da doutrina espírita. 
Mais do que nunca, finalmente, essa frase tem sentido no contexto existencial: realmente, “não somos suficientemente inteligentes para ficarmos tristes com a morte”. Com efeito, a morte física não existe. Como tal, não existe fundamento algum para que a amargura tome conta do nosso coração, como se fosse o fim absoluto de tudo, como se nunca mais nos pudéssemos reencontrar. Isso não é verdade. Poderemos voltar a reencontrar-nos e, mesmo que isso não aconteça, não existe fim absoluto. A vida, na forma de espírito continuará para a eternidade. Não devemos lamentar a perda de um ente querido, porque equivale a não aceitarmos os desígnios divinos, o que é um contra senso.
Alberto Maçorano