O vampirismo espiritual consiste de encarnado e desencarnado, que, desrespeitando as leis de Deus, com sentimento de vingança contra desafetos do passado, ou de sentimento oportunista, ou até mesmo sem intenção, passam a viver à custa de energia vital de outrem. Há também aqueles seres que embora tenham deixado o corpo físico, continuam ainda vivendo os prazeres obscuros da carne e dos vícios como o fumo e as drogas, bem como os desregramentos da bebida e do sexo, entre outros e que por se encontrarem impossibilitados de satisfazerem seus prazeres, induzem outras pessoas encarnadas a fazê-lo, e delas captam os fluidos, sentindo assim os mesmos prazeres produzidos pelo ato. 


O termo vampiro é usado analogamente para definir o ato do espírito que suga intencionalmente as energias do outro – em alusão à figura mítica de Drácula que hipnotizava suas vítimas e lhes sugava o sangue até a morte. Assim, há espíritos que sugam as energias sutis de seus hospedeiros a ponto de lhes causar sérios danos a saúde física e psicológica (cansaço, baixa imunidade às doenças, falta de equilíbrio e concentração, bem como excesso de irritabilidade podem ser indícios de uma perda energética provocada pelo vampirismo), uma vez que, além de lhes enfraquecer as forças, lhes envolvem em formas mentais grosseiras, que os martirizam mentalmente levando-os, às vezes, a casos de loucura. André Luiz chamou este processo de infecção fluídica, tão grave é o dano causado à vítima.

Ao desencarnar o indivíduo leva consigo todos os seus vícios e necessidades. Assim, como as virtudes e méritos, não ocorrendo nenhuma mudança moral no indivíduo após a desencarnação. Dependendo da sua situação é muito comum que sinta as mesmas necessidades que tinha quando estava encarnado. Como não tem mais o corpo físico para desfrutar dos prazeres da vida corpórea, e sem condições de suprimir esta necessidade em sua nova condição no plano espiritual, ele busca apoio naqueles encarnados que podem lhe oferecer formas para a satisfação destas vontades. Tornando-se um sugador de forças vitais, que se aproxima de um encarnado que detém as mesmas necessidades que as suas, induzindo o indivíduo a prática em excesso dos vícios que tem em comum. Podemos citar os viciados no campo sexual, das drogas, do jogo, e até nas práticas mais comuns do dia a dia, mas que em excesso oferecem sérios prejuízos, como o caso da alimentação, em que encarnados se alimentam e bebem em excesso, o fazem por si e por outros espíritos, e quando em comportamento sexual vicioso, expõe sua vida íntima e privada a uma série de expectadores, que o induzem a buscar incessantemente novas experiências no campo sexual.

O Espiritismo nos esclarece que, no plano espiritual, há entidades que pela ignorância e atraso moral, além de subjugar suas vítimas encarnadas e até mesmo desencarnadas, mantêm pela chama ideoplastia seu perispírito em formas monstruosas. Sentem-se bem sendo temidos e reconhecidos pela forma que se apresentam e, normalmente agem em bando visando intimidar os outros espíritos que encontram pela frente. Ambientes terrenos onde impera o vício e a imoralidade são roteiros preferidos destes espíritos, uma vez que lá encontram por afinidade suas presas com maior facilidade. Segundo o Espírito Miramez pela psicografia de João Nunes Maia, na séria de livros que trata da Vida Espiritual (editora Fonte Viva), bem como pelos livros do Espírito André Luiz, os matadouros de animais estão repletos destas criaturas que sugam a energia do animal abatido, saciando seus instintos ferozes com os fluidos da presa. Velórios e cemitérios cujos enterros não contam com a proteção fluídica da prece e a presença de espíritos nobres, podem também ficar vulneráveis à presença destas criaturas, que aproveitam para colher os resquícios de fluidos vitais dos recém desencarnados.

Espíritos que mantém desavenças enquanto encarnados, também no plano espiritual, continuam nutrindo o mesmo ódio por seus inimigos. Sentindo-se em vantagem, travam forte perseguições a seus desafetos, aproximando-se deles e, muitas vezes, induzindo-os a tomar atitudes que prejudiquem como a pratica de vícios, ao excesso físico, além da escravidão psíquica.

Tipos de vampirismo

– VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA ENCARNADO: Como vimos acima, são os espíritos desencarnado presos às impressões da vida material que literalmente sugam as energias de suas vítimas com o propósito de se revitalizarem. Como por exemplo: se o desencarnado foi um dependente alcoólico procurará encarnados dependentes alcoólico para sorver-lhe o teor alcoólico e, consequentemente sugará suas energias.

– VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA DESENCARNADO: Ao desencarnar o homem passa ao plano espiritual, porém, os laços afetivos não se rompem. O pensamento daquele que está encarnado atravessa as barreiras físicas chegando ao espírito daquele que está vivendo no mundo dos espíritos. Se o pensamento do encarnado for de inconformismo e desespero, isto poderá causar desequilíbrios ao desencarnado que poderá sentir a necessidade de voltar a viver junto a seus entes queridos; e infelizmente é esta atitude que muitos tomam ao ouvir os chamados incessantes de seus entes queridos encarnados. Mas a presença do espírito normalmente torna-se um problema, pois ele passa a dividir o espaço com os encarnados e a tirar deles, mesmos involuntariamente, seus fluidos vitais e, pela ligação psíquica, podem passar sua insegurança emocional. Assim, ambos, encarnados e desencarnados, são prejudicados.
Há também o exercício irresponsável da mediunidade, quando espíritos são praticamente escravizados por médiuns que os usam para a satisfação de prazeres pessoais e a manutenção de sua vaidade medianímica.

– VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA ENCARNADOS: Quando interagimos com outros indivíduos que de nós se aproximam, estabelecemos com eles os mais variados tipos de combinações energéticas, influenciando-os e por eles sendo influenciados. Desta maneira: quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, ou seja, estamos permanentemente trocando energias com as outras pessoas. Por isso que muitas vezes depois de nos encontrarmos com determinadas pessoas nos sentimos fracos, com um mal-estar inexplicável. Ocorre que esta pessoa pode ter sugado nossas energias, até mesmo sem perceber que é o que ocorre na maioria das vezes. As pessoas se tornam vampiros, ou sugadoras de energia, ao absorverem a energia do outro. Normalmente estas pessoas encontram-se desequilibradas e por isso ficam debilitadas. Quase sempre essas pessoas são egoístas e egocêntricas e sua presença torna desagradável o ambiente.

– VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA DESENCARNADO: Exemplo deste tipo de vampirismo encontramos no livro “Transição Planetária”, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografia de Divaldo Franco. É relatado que após o tsunami da Indonésia Espíritos nobres foram em auxílio dos desencarnados para que estes não fossem atacados por Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas em sorver o fluido vital dos recém desencarnados.

Uma vez conectadas à atração e à sintonia, inicia-se um processo de obsessão de longo curso, que acaba por desaguar na “subjugação”, que é um estágio mais avançado da perturbação espiritual, que pode levar o encarnado à loucura. O sexo desregrado, o vício das drogas, do jogo, do fumo e do álcool, são atrações especiais para os “vampiros”, que se aproximam através da nossa “aura humana”, que contaminada pelas viciações, passa a exsudar odores relativos ao mal que carregamos conosco, e que não podemos evitar. Esses espíritos ainda inferiores, geralmente se apresentam para os médiuns videntes maltrapilhos, sujos, desleixados e irritados, causando susto em todas as pessoas que mantém contato direto com eles.

As lutas, as provações, as dores, os sofrimentos e as aflições, estarão sempre conosco nessa caminhada terrestre, e por isso precisamos enfrentar com coragem, fé e determinação os obstáculos da vida, descartando sempre a ação insidiosa dos espíritos trevosos, exercendo vigilância permanente nos nossos pensamentos e sentimentos, evitando invadir fronteiras alheias ou fazer mal aos outros, levando uma vida ética, social, voltada para o bem dos nossos semelhantes, criando laços de amizade e fraternidade. Esta é a forma de fugir da vampirização. A mudança de hábitos. Ninguém pode nos forçar a fazer aquilo que não desejamos desde que tenhamos forças e consciência para resistir. Pois, estes espíritos vampirizadores agem sobre suas presas por indução mental e afetiva, induzindo-os a fazer o que desejam e que não podem fazer por si mesmos; e quanto mais são obedecidos, mais submissas as suas “vítimas” se tornam. Por isso que é preciso ter força para ignorar e resistir às más orientações, perdoar os inimigos e até mesmo a si mesmo, assim, além de melhorar a condição espiritual, os obsessores são convidados a seguirem para o caminho do melhoramento.

Para concluir lembremos que, Buda ensinou aos seus discípulos que os extremos da vida deviam ser evitados, que o caminho do meio é a forma de chegar ao equilíbrio, ensinou ainda que, tanto o prazer extravagante ou a abnegação exagerada deviam ser evitados. Ambos os extremos provocam sofrimento. Assim, compreendemos que quanto mais andamos pelos lados extremos, mais perto do abismo chegamos, e cada vez mais ficamos vulneráveis a cair no precipício devido aos excessos que cometemos pelo caminho da vida, seja em decorrência de busca de prazer exagerado ou pela abnegação extrema. O caminho que devemos buscar para seguir é o caminho do meio, longe dos extremos que causam sofrimentos e quedas drásticas, pois o caminho do meio é a segurança, é viver em equilíbrio. Quando se consegue viver desta forma nos protegemos contra as investidas de espíritos inferiores e desavisados, que ainda necessitam dos fluidos viciantes dos encarnados para suprir as suas necessidades viciosas.

Fonte: Blog Jardim Espírita

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 04/04/17, na Rede Espirit Book