Este história foi narrada pelo médium Carlos Baccelli e relatada em seu livro “Chico Xavier, à sombra do abacateiro”.
Certo dia, um casal aproximou-se de Chico Xavier, com uma criança de aproximadamente um ano e meio nos braços. Junto deles, estava um distinto médico espírita da cidade de Uberaba, em Minas Gerais. A mãe, assustada, permaneceu a certa distante, completamente muda e aflita. O médico então explicou a Chico que a criança sofria de sucessivas convulsões, e por isso ficava permanentemente sob o controle de medicamentos, dormia a maior parte do tempo e por isso não havia ainda aprender a falar ou andar. Após conversar um pouco sobre a condição da criança, o médico diz a Chico que acredita ser um caso de autismo.

Chico Xavier concordou, mas recomendou que o medicamento anti-convulsivo fosse reduzido, mesmo que a princípio a criança tivesse ataques convulsivos. Ele explicou todas as contraindicações daquele medicamento no corpo de uma criança tão pequena e recomendou que os pais o levassem para tomar passes e que orassem muito. Chico disse ao casal que era preciso que eles conversassem muito com a criança, que chamassem o espírito ao seu corpo. Caso não falassem com ele e o deixassem sozinhos a dormir o dia todo, ele não permaneceria na carne, recusando a reencarnação. Segundo Chico, o espírito ali presente sacudia o corpo da criança em convulsões na tentativa de libertar-se, de desencarnar-se. Para Chico, os pais deveriam convencer o espírito a ficar, tentar dizer-lhe que a Terra não é tão cruel quanto lhe parece, que todos nós juntos precisamos lutar pela melhoria da humanidade. O casal saiu da consulta visivelmente comovido e mais confortado.

O médium baiano Divaldo Franco fala também sobre este tema, afirmando que nós precisamos nos considerar herdeiros dos nossos próprios atos. Que a cada encarnação, adicionamos conquistas e prejuízos no nosso caminho evolutivo, e que eles serão contabilizados, mais cedo ou mais tarde. Quanto acumulamos débitos mais sérios e encarnamos para ressarci-los, vêm os fenômenos expiatórios dolorosos e um dos mais difíceis e cruéis é a manifestação do autismo. Ele orienta que os pais devem esperar a criança dormir e então conversar com ela. Devagar, com o coração aberto, dizendo: “Estamos contentes por você estar entre nós. Você tem muito que fazer na Terra. Você vai ser feliz nesta vida. Nós te amamos muito”.

 

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 18/06/17, na Rede Espirit Book