Há muitos anos o Chico possuía um cachorro, que não sei ao certo se nasceu deficiente ou se foi atropelado.
Este animal lhe dava um trabalho muito grande. Madrugada, quando regressava do Centro Espírita, tinha que limpar todo o quarto. 
Comprava, com seu diminuto ordenado, uma coberta que não chegava a durar um mês.
Assim foi durante muito tempo.

Certo dia, quando ele chegou, o cachorro estava morrendo.
– Parecia que ele estava me esperando. Olhou-me demoradamente de uma maneira muito terna, fez um gesto com a cauda e morreu. 

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