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A história de Portugal

D.Sebastião – rei de Portugal, o último monarca da dinastia de Avis, substituída, depois, pela dinastia de Bragança, cujo último descendente no trono brasileiro foi Pedro II – foi lutar nas Cruzadas, em 1578. Esperava-se que ele voltasse e reassumisse o poder em Portugal.Como, na verdade, ele nunca mais voltou, seus sucessores – todos, sem exceção, da dinastia de Bragança – tornaram-se apenas guardiães da coroa. Jamais a usaram na cabeça, numa figuração traduzida num símbolo que a nação portuguesa passou a entender e sobretudo

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Colonização

A conversa é antiga. Eu mesmo – nos tempos idos – ouvi, não poucas vezes, que o Brasil quedou-se no país que todos conhecemos por causa de a colonização ter sido feita por Portugal.Não foram poucos os analistas – muitos ainda pensam assim – que diziam que, se Maurício de Nassau, príncipe holandês, tivesse tomado todo o país para colonizar e não apenas o nordeste, o Brasil seria, hoje, muito mais desenvolvido, económica e socialmente.O mesmo ocorreria, caso a colonização fosse obra da Inglaterra, esquecendo-se de que a Guiana inglesa foi colonizada

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Intuição

A ciência tem provado que existem dimensões da vida que não podem ser captadas por mente puramente racional. Vale dizer: a razão nem sempre tem razão. Neste caso – se a mente racional não capta – como é feita, então, a captação? Para os que acreditam em algo superior, em primeiro lugar vem a fé. Sorën Kiergaard chega, inclusive, a situar a fé ao lado da razão, quando sintetiza: “onde termina a razão exatamente aí localiza-se a fé”. Dizem, até, que a fé não é negação da razão. Nem que a razão seja negação da fé porque – na análise profunda que se faça – a razão manda crer. Num plano mais elevado que a razão – mas abaixo da fé – encontra-se a intuição, faculdade que gosto de definir sempre como sendo o raciocínio da alma.

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Alterações

Primeiro, lemos os livros. Quando os lemos outras vezes – segunda, terceira – eles começam a nos ler. Este fato ocorre, quando o espaço entre uma leitura e outra, é grande. Li, por exemplo, os Subterrâneos da Liberdade – de Jorge Amado – aos catorze anos, a primeira vez. Na segunda vez, já tinha perto de trinta. A última vez reli a obra já cinquentão. Como anoto trechos que me despertam alguma atenção – marcando com lápis ou caneta, com cor diferente, tenho a medida de quanto mudei. O livro reflete as alterações de meu entendimento. Vi alterações no meu entendimento político quando li – também algumas vezes – as obras de Montesquieu, começando pelo Espírito das Leis.

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Golpe de Estado

Se se concretizar o impeachment contra a presidente Dilma Roussef, o que de fato nós teremos pode ser descrito como um golpe de estado dentro da lei. O falecido deputado Carlos Lacerda – em 1955 –

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