A angústia me dominava quando entrei na biblioteca do mosteiro em busca de alguma leitura que aliviasse a aflição da minha alma. Sentado em uma confortável poltrona, com um livro repousado no colo, o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, olhava para as montanhas através de uma das janelas, quando teve a sua atenção desviada para mim. Ao perceber pelo meu semblante a desordem interna que imperava, franziu as sobrancelhas como maneira de perguntar o que havia acontecido.Reclamei do descaso das pessoas no trato pessoal, de como eram insensíveis, materialistas e individualistas. Relatei várias situações para exemplificar a razão do meu sentimento.

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