Adaptado de um dos contos do livro de mesmo nome, de Saara Nousiainen, formulando novas idéias e propostas importantes neste período de transição para um novo tempo.

Anastácio cambaleia nos sofrimentos de um enfarte. Aperta o peito com as mãos. Cai, estrebuchando nas angústias do desencarne e, finalmente, fica imóvel. 
Sente-se arrastado, não sabe para onde. Aos poucos, começa a ouvir gemidos, gargalhadas e uivos distantes, que vão se aproximando. Reflexos de luzes alaranjadas e avermelhadas de uma fogueira dão ao ambiente um tom umbralino. Figuras grotescas, suadas e com as roupas em desalinho, arrastam-se ao som de uma sanfona desafinada e estridente, que toca música de forró.

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