A grande arma para combater esta doença, felizmente, está em nossas mãos – é a informação. Mas, infelizmente, a doença ficou esquecida e a população – sem distinção de classe económica – é passiva à evolução da hanseníase dentro de casa. Se, por um lado a hanseníase é curada com tratamento simples, gratuito em todo o Brasil, por outro, não são raros os doentes que perdem movimentos, visão, e têm outros comprometimentos graves apenas por causa da desinformação. Outros, com poder aquisitivo e sem diagnóstico preciso, estão investindo muitos recursos em tratamentos para vários problemas, menos para a hanseníase, enquanto a doença evolui.

            Não é apenas o cidadão comum que precisa saber sobre a doença. É a professora dos primeiros anos escolares, são os médicos de todas as especialidades, os demais profissionais da saúde de todas as áreas, a mãe, o pai, o chefe religioso. Enfim, são eles que devem fazer o alerta quando identificarem a primeira mancha na pele.

            A distância entre a identificação do problema e a chegada a uma unidade de saúde especializada é longo. Tempo suficiente para o agravamento da doença e comprometimento dos nervos, por exemplo, limitando movimentos e, por consequência, toda a vida do doente. O maior combate que temos de assumir é contra o preconceito.

            Até mesmo cidadãos esclarecidos, personalidades renomadas em suas áreas, empregam termos derivados de hanseníase ou lepra como adjetivos com conceito negativo. Hanseníase é uma doença, não uma (des)qualificação de alguém ou alguma coisa. O tratamento é simples no estágio inicial – em média, seis meses de ingestão de medicamento via oral. A transmissão do bacilo causador da doença dá-se somente por contato muito próximo – por via oral, como o beijo, por exemplo. Mas o doente pode conviver com seus familiares e conhecidos, utilizar os mesmos copos ou talheres porque o bacilo não sobrevive ao meio aéreo por muito tempo. Ao iniciar o tratamento, o paciente não transmite mais a doença.

            Por tudo isso, não dependemos de drogas inacessíveis e de pesquisas para tirar o Brasil desta triste lista de campeão de hanseníase. Dependemos tão somente que a informação seja popularizada. Para isso, é preciso que as empresas disponibilizem a informação aos seus colaboradores, as escolas tratem do tema em suas disciplinas, os planos de saúde atualizem seus profissionais de saúde, a mãe e responsáveis por menores informem-se e, especialmente, que governantes abram este debate.

            A sociedade precisa abraçar esta causa porque são 30 mil novos casos por ano de hanseníase, principalmente em jovens abaixo de 15 anos. O que significa que a doença está entre familiares, colegas, amigos. É um número alarmante.

Marco Andrey Cipriani Frade
Pres. da sociedade brasileira de hansenologia
Jornal A Cidade, Ribeirão Preto, 18/11/16

 

 

Nosso comentário: – com todo o respeito que nos merece o senhor presidente da sociedade brasileira de hansenologia, os seus conceitos, assim como os da maioria de qualquer outro cidadão, não correspondem à realidade, e estão completamente equivocados. Não, que sejam pessoas despreparadas ou desqualificadas, de maneira alguma. Como já comentei por diversas vezes em várias circunstâncias, analisar uma sociedade à luz de uma única vida corporal é uma coisa, analisá-la à luz de várias existências, é outra, completamente antagónica.

Preconceitos bestas de toda a ordem, inibem o estudo da filosofia existencialista fundamentada na doutrina espírita. Enquanto subsistir esse comportamento, a sociedade, além de não evoluir, estará retrocedendo, enganando-se a ela própria, contribuindo desastrosamente para o caos social que estamos vivenciando. O orgulho, a arrogância e a vaidade dos humanos prevalece, independentemente dos variadíssimos credos religiosos que se sigam ou pretendam seguir. Porquê? Porque nenhum desses segmentos religiosos ou pseudo-religiosos determina o real sentido existencialista do homem, nenhum comprova por a + b, qual a origem do homem, porque existe e qual o seu destino no conceito universalista. Queiram ou não queiram, aceitem ou não, a realidade é uma só e, nem por isso, deixará de o ser: a morte não existe; o homem fala porque tem um espírito, sem o qual seria um conjunto de matéria inerte tal qual uma mesa ou um par de botinas. Simples, assim. Por isso, reencarna para acertar as contas com a justiça divina de acordo com os erros cometidos em outras vidas. A maioria das doenças, ditas incuráveis, a cegueira, os anões, a mudez, os moradores de rua, etc., etc., e no caso vertente, a hanseníase (lepra), é uma delas, simplesmente uma doença kármica, que não tem cura, é para se conviver com ela. Assim, os conceitos do senhor presidente estão prejudicados pelo equívoco. Não fosse assim, como explicar a justiça divina? Só de papo furado? Isso é que seria imperativo dar a conhecer a toda a população, através de matéria escolar. Quem quiser saber mais acompanhe o nosso blog: www.albertomacorano.com.br e o nosso site: www.olivrodosespiritos.com.br

 Alberto Maçorano

 

 

Posts Relacionados