“O amor materno é um sentimento instintivo e uma virtude”. “Quando nasce na mulher o sentimento de abnegação e devotamento em relação aos filhos, essa energia psíquica inicialmente instintiva atinge o grau de virtude. Esse amor persiste por toda a vida, sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho até no além-túmulo”. 

Ser mãe é assumir a responsabilidade de contribuir com Deus na construção da humanidade ditosa do futuro, auxiliando outra alma em sua caminhada evolutiva.

Para cumprir missão de tal envergadura, tem de superar desafios e, muitas vezes, renunciar a seu próprio bem-estar.
Ser mãe é viver em júbilo por compartilhar com Deus o dom da vida, é viver de emoção em emoção, sofrendo resignadamente, mas seguindo sempre e corajosamente.

Ser mãe é cantar de alegria, mesmo na estrada das adversidades; é ter garra, força e coragem para auxiliar o ser amado na busca da felicidade.

Sempre pronta a segurar na mão do seu rebento amado quando das dificuldades da passagem, orienta sobre o bem e o mal, mas respeita-lhe a individualidade e permite-lhe o livre arbítrio.

Ser mãe é receber como filhos, espíritos com os quais mantém laços de afinidade (simpatia) ou de resgates (quando têm dívidas um para com o outro), tendo “outra” oportunidade para que te redimas e aprendas junto com ele.

Ser mãe na Terra, é ter a marca de Deus na alma, é saber ser feliz com pequenas coisas, como o ajudar constante, o amparar solícito, o afago de amor.

Ser mãe é transmitir uma herança nobre às gerações que lhe seguem (seu exemplo é a força dominante na vida daqueles que convivem com ela, que o herdam e transmitem às gerações futuras), é instruir os filhos no caminho em que deve andar.

É receber como missão preparar as vidas daqueles que Deus lhe confiou, para que os propósitos divinos sejam neles concretizados.

Toda mulher, de alguma forma, é mãe. Se não é mãe do filho que gerou em seu próprio ventre, é mãe de um sobrinho, de alguém por quem desenvolve afeto.

Este sentimento se caracteriza por um amor forte, profundo e desinteressado, que nada exige e que a tudo é capaz de renunciar para ver os amados felizes. A Maternidade é inerente às mulheres. É uma dádiva divina especialmente dirigida a elas.

A maternidade e uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 08/05/17, na Rede Espirit Book