Não existe, a rigor, dor no instante da separação da alma do corpo físico, já que a desencarnação é, fisicamente, um processo de separação indolor.

O corpo físico, por certo, sempre sofre mais no curso de sua vida normal, do que no momento do desligamento espiritual, já que o Espírito perde, quase sempre, a consciência de si próprio, no mesmo instante do rompimento dos laços fluídicos que unem o Espírito ao corpo.

A alma ou espírito, em si, nada sofre. Os sofrimentos que algumas vezes se manifestam no instante da desencarnação, são mais produto de apego imoderado à vida corporal do que à verdadeira vida, que é a espiritual.

Para quem vivenciou o Bem, a morte é o encerramento de uma etapa de aprendizagem e realizações nobres, buscando horizontes mais amplos, num novo amanhecer edificante, notadamente para aquele que elegeu o Bem como escopo de sua existência terrena, e além disso, é recebido com carinho, ternura, por sua parentela que já tenha regressado anteriormente ao plano de vida imortal.

Na chamada morte natural, sobrevinda pelo esgotamento dos órgãos vitais, notadamente quando em conseqüência de idade avançada, a criatura deixa a vida imperceptivelmente, com uma assistência generosa correspondente a um parto espiritual

Se, contudo, a pessoa tinha grande apego à vida material, a separação da alma do corpo físico corresponde ao rompimento de laços que o retinham no corpo físico e a alma ou Espírito simplesmente se desprende, reingressando no mundo espiritual que era

O desprendimento, no instante da morte, é sem dor. A única dor que poderá manifestar-se, nos lances de desencarnação natural, é a dor do afastamento dos seus, mas compensada pelos que aguardam esse viajor na estação do refazimento.

 
Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 03/04/17, na Rede Espirit Book