Poucos responderão: hoje é o dia do aniversário de 518 anos do Brasil, descoberto em 22 de Abril, pelos lados do litoral da Bahia, pela frota do navegador português Pedro Álvares de Cabral. Desde então passamos a ser o imenso quintal exótico e rico do pequenino Portugal.

 Os habitantes locais, nossos primitivos índios, seriam subjugados e, com o passar dos séculos, praticamente dizimados, um genocídio muito pouco divulgado.

Temos uma breve história feita de dominação, de vastos “futuros” precocemente abortados e um nebuloso passado em que sempre pagamos a conta, mas jamais recebemos o crédito, seja de Portugal, seja da Inglaterra, a quem nossos descobridores deviam muito e sempre. Rico Brasil, de onde tudo se levou, de cujo solo sempre se usufruiu, regando a vinho e pedras preciosas as cortes e depois as repúblicas de um mundo tão velho quanto voraz.

Copiamos muito e sempre os modelos recebidos. Não inventamos a corrupção nem a interferência do mundo privado no saque interminável de nossos cofres. Temos tudo para ser uma potência e vivemos como se ainda fôssemos a ilha de Vera Cruz.

Carregamos nosso fardo, mas não podemos aceitar fazer parte de feudos que jamais nos pertenceram.

Liberdade, ainda que tarde, significa muito mais do que um libelo ou que uma frase de efeito de um emblema. Precisamos nos construir como nação para poder assumir a liderança de todo o continente sul-americano. Precisamos acreditar em nós mesmos e perceber que somos muito maiores do que pretendem que sejamos.

Editorial do Jornal “A Cidade” 
Ribeirão Preto, 22/04/18

 

Nosso comentário: é muito cómodo fazer hoje uma análise, ainda que superficial, num belo escritório refrigerado a ar condicionado, de barriga cheia, de acontecimentos passados há mais de quinhentos anos, fora do âmbito histórico. Nem historiadores renomados, por vezes, são capazes de assumir imparcialidade, quanto mais um simples jornalista.

                O comentário feito à “descoberta do Brasil” é inconsequente, leviano, descabido de conhecimento histórico e insultuoso aos feitos da nação portuguesa.

                Segundo especialistas idôneos, e apesar dos documentos cartográficos, era mais arrojado fazer uma viagem marítima na época do que fazer hoje uma viagem à Lua. Por acaso, consegue imaginar o senhor jornalista que escreveu a matéria, como era uma “caravela”? Será que o senhor se vivesse nessa época e tivesse uma boa condição, iria aceitar fazer uma viagem naquelas circunstâncias?

                É muito leviano e cómodo, dizer que a população indígena foi subjugada e dizimada. O senhor consegue conceber uma análise de hoje ao que se passou à quinhentos anos? Se o senhor vivesse nessa época será que teria o mesmo pensamento de hoje? Será que se não houvesse a dominação europeia os índios seriam capazes de dimensionar o Brasil como hoje se apresenta ao mundo? Não seja preconceituoso e não se deixe alimentar de quimeras, analisando fatos históricos à luz do pensamento contemporâneo. Alem do mais, será que a miséria de hoje e a exploração que se vivencia não será maior do que a de então? Será admissível que a administração de hoje tenha algo a ver com a de outrora? Então a degradação moral a que se refere é de hoje e não dessa época. Se há quinhentos anos houve desmandos, implica que os de hoje sejam consequência dos erros dessa época? Como vê, é muito controverso afoitar-se em terreno não dominado historicamente, sobretudo espiritualmente.

                Dizia Jesus: a verdade vos libertará, ou em palavras de hoje: o conhecimento liberta da ignorância.

Já comentei várias vezes nesta coluna, que leiam o livro: “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografado por dois dos maiores vultos brasileiros, o médium Chico Xavier, e ditado pelo espírito de Humberto de Campos, um grande jornalista brasileiro que viveu no Rio de Janeiro, onde terão o privilégio de conhecer a autêntica história do Brasil, antes mesmo de existir geograficamente. Mas, pelo jeito, o preconceito, a arrogância e a vaidade ainda falam mais alto. E assim a desinformação prevalece.

Conheça a doutrina espírita e a sua visão existencial será completamente diferente.

Alberto Maçorano

 

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