“Prezado leitor, seja bem-vindo. Respeitamos o seu ponto de vista e o de todos os credos cristãos, mas não podemos nos basear nos princípios espíritas ou de qualquer outra doutrina. Somos editorialmente pluralistas e, portanto, não sectários. A propósito, o Brasil também já está estudando uma vacina contra a zika. Abraços”.

Prezado jornalista: agradeço a gentileza da sua receptividade, que tem igual retribuição. Podemos discutir ideias e posicionamentos, que é positivo e salutar, nunca enveredando, porém, pela retaliação. Em tese, o senhor está coberto de razão. Concordo plenamente com o seu ponto de vista pluralista. Gostaria apenas que me respondesse o porquê de o Brasil ser teoricamente laico, enveredar por feriados de índole católica? Excetuando o Natal, que transcende qualquer ideologia religiosa, não concordamos, de maneira alguma, que se atribua feriado a datas como: “Senhora Aparecida”; “Finados”; “Sexta-feira santa”; “domingo de Páscoa”, para só ficar por aqui. Como se constata não existe coerência com o que diz a Constituição Brasileira e o quotidiano.

                “Sectário” pressupõe o seguidor de uma seita religiosa, baseada em simples teorias ou dogmatismos. O espiritismo não se enquadra em nenhuma seita ou ideologia religiosa; nem deve considerar-se como religião, como algumas se consideram. O espiritismo deve ser considerado como um fundamento existencialista, como o é de fato, amplamente comprovado até, por correntes científicas dos séculos dezanove, vinte e até no atual. Não obstante, não pretende, de maneira alguma, que todos adiram a essa postura, muito embora, num futuro longínquo e talvez milenar, se pense que todos ou quase todos venham aderir a essa corrente filosófica.

                Por outro lado, se durante dois mil anos, por exemplo, eu fui ensinado que uma maçã se chamava pedra e a pedra uma maçã, e ao fim de todos esses anos aparecer um cientista que diz para o mundo que, afinal de contas, após grande pesquisa demonstra haver um equívoco e afinal a maçã que nos acostumáramos a chamar de pedra não é mais pedra mas maçã e vice versa. Com certeza que teria muita gente que não iria concordar, não iria aceitar e iria continuar chamando de maçã a pedra. Ao invés, outros, mais abertos às inovações iriam aceitar e começar a chamar o nome que realmente havia sido comprovado. Haverá logica, perante os fatos comprobatórios que se continue a chamar a maçã de pedra?

                É exatamente o que acontece com o espiritismo, que muita gente tem relutância em aceitar porque,  não conseguiu, não aceitou penetrar fundo no seu conhecimento ou, apenas refuta porque ouve os outros dizer que é isto ou aquilo, que sempre ouviu dizer, etc.

                É lícito entender que para não ser chamado de sectário se engane as pessoas, ou não se tenha a “coragem” de contrariar o “status quo” estabelecido há milhares de anos?

                Eu não pretendi contrariar o estudo de vacinas, apenas que a microcefalia não é proveniente de qualquer anomalia virótica, nem nunca será. Isso é fato, e contra fatos não há argumentos. Já dizia Cristo que “a liberdade te libertará”. É dentro desse espírito que devemos trabalhar em prol do esclarecimento e não do obscurantismo.

                Peço imensa desculpa àqueles que não concordam, não aceitam ou não acreditam. Por favor, não se deve falar sobre aquilo que não se conhece, já dizia Sócrates.

 Alberto Maçorano

 

 

 

 

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