Eis a nossa grande empreitada nos estágios espirituais em que nos encontramos: alfabetizar o coração nas trilhas do bem definitivo, efetivar a aprendizagem da religião cósmica do Amor, plenificar a existência renovando o modo de sentir.

Indagamos oportunamente o sábio Bezerra de Menezes sobre qual seria o maior drama vivido pelos espíritas ao deixar a vida corporal, e dele recebemos a seguinte gema de sabedoria:

“Filha, os dramas espirituais são resultados da semeadura terrena, obrigando o lavrador da vida a colher os frutos do que plantou, conforme a lei dos méritos. 

Assim sendo, o maior drama daqueles que se internam na “Enfermaria do Espiritismo” não será na infeliz colheita de sofrimento aquí na vida estrafísica, mas sim no dia a dia da experiência terrena quando recusam-se, na condição de doentes, a ingerir o remédio da renovação interior. 

Conscientes do que existe para além da morte, deveriam submeter-se a urgente metamorfose afetiva, acionando os recursos da educação com vontade firme e muita oração.

O esclarecimento, mesmo constituindo luz e lenitivo, por sí só, não basta ao sublime tentame.” “Os dramas do além são consequências. O verdadeiro drama está em conhecer e nada fazer para melhorar-se.”

-E arrematou o venerável apóstulo do bem:

“Parece um contra-senso! Enquanto o homem comum colhe amargos frutos na vida espiritual pelos desconhecimentos, os espíritas, quase sem exceções, experimentam sofrida amargura por muito conhecer!…”

Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Soares de Oliveira

Postado por Nilza Garcia, em 30/05/16, na rede Espirit Book

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