O homem na sua longa caminhada da vida, escuta desde o nascimento, uma série de considerações, que trazem a este pequenino ser uma complexidade muito grande do que ele é, de onde veio e porque veio.A criança passa a ouvir dos pais e daqueles que a rodeiam uma série de didáticas que mistificam a sua proveniência espiritual; não tem certeza do que verdadeiramente é, e só o espírito que ali está consegue entender a complexidade de tudo aquilo que se fala. Parece com o pai, não! Parece com a mãe! É esperto; não! É quietinho. É uma bênção, mas vai dar trabalho.

Isso tudo volvido, começa a formar-se na mente da criança uma nebulosidade muito grande. O corpo carnal não entende, mas o corpo espiritual entende e absorve. Chegando-se então ao ponto de um dia surgirem perguntas do tipo: o que sou? Quem eu sou? De onde venho? Para que venho? E o homem, infinitamente, busca encontrar uma coisa que não sabe o que é, mas disseram-lhe que é bom e que se chama felicidade. Alguns dizem-lhe que felicidade é sorrir, outros, que felicidade é ter muito dinheiro; outros ainda, dizem que felicidade é ter uma boa mulher, uma família, aumentando assim, a complexidade de elementos naquela mente em crescimento. Ouve-se até o absurdo de muita gente dizer: você tem sorte de ter nascido nesta família. Não! A sorte é tua de ter recebido algo assim, porque, a maioria das pessoas não sabe que na família em que nasce uma criança, ela foi escolhida por aquele espírito. Não foi a família que escolheu aquele espírito. Saúda-se o pequenino como já o aguardassem de uma forma diferente, quando, na realidade, ele vem para trazer alguma coisa, mas, aonde quero chegar? Cresce-se e estabelece-se uma série de conjeturas dentro dessa cabecinha, acabando por gerar um futuro, não distante das suas dúvidas. A criança olha, vê, ouve, mas não sabe, nem entende o que vê e que dizem; mas o espírito sabe de tudo. Chegamos então a uma conclusão: num crescimento busca-se sempre encontrar o quê? É a tal da felicidade. Independentemente de qualquer coisa, o que se pergunta: você não quer ser feliz? Você não quer vencer na vida? E vencer na vida é felicidade… E o tempo passa. O tempo passa e pouco se falou de Deus para essa criança. Poucos são os pais que hoje se preocupam em dar uma informação religiosa. Para o espírito da criança releva-se tudo de qualquer jeito. Mas a culpa não é dos pais, a culpa é atribuída a quem? À evolução da tecnologia, da mudança radical do mundo, mas é preciso que se entenda que, apesar dessa evolução, pai, será sempre pai, mãe, será sempre mãe, respeito, será sempre respeito. Valores de família deverão existir sempre. E eu pergunto: você, que tem mais idade, teve coragem de chamar seu pai de você? Quando você virou as costas para o seu pai e disse: daqui a pouco eu vou, não, espere um pouco, não! Mas o que temos hoje é uma degradação, uma degradação de valores. É necessário que tenhamos solidariedade, serenidade e calculismo para encontrarmos os meios de vencer essa barreira. Essa barreira chamada evolução negativa, que se está transformando em câncer da infância, da juventude e da adolescência. Que já se considera uma praga e que, no final de tudo, vem a tristeza maior, tendo como símbolo a verdadeira morte, a morte de um jovem, a morte de uma criança; mas não é a morte física, é a morte espiritual.

Ande pelas ruas e constate você mesmo. Entre os andarilhos, 80% não tem mais de 30 anos. São fruto de maus exemplos, de uma má estrutura familiar, de uma má orientação familiar, simplesmente o resultado daquelas colocações malditas quando a criança ainda balbuciava as primeiras palavras, ficando tudo gravado naquele pequeno cérebro. Mas dr., então o senhor está nos tornando responsáveis por tudo? Não vou torná-los responsáveis. Deus já os criou responsáveis por tal. É preciso que entendam: nem sempre quem corre atrás da felicidade, muito tarde, irá encontrá-la. Nem sempre aqueles que se transformam em boas pessoas, depois de terem feito o mal por longo tempo, serão abençoados imediatamente. Talvez o remédio para ti chegue um pouco tarde. Ele chegará, nem que seja do outro lado. É preciso entender isso, porque é muito simples dizer: Deus irá perdoar sempre, porque ele é misericordioso, mas, antes de ser misericordioso, antes de tudo isso, ele é simplesmente justo. Então não acredite tanto nisso, que você sendo mau e arrependendo-se à última hora, será totalmente perdoado. Poderá até ser absolvido, perdoado é muito mais difícil. Talvez tenha que aguardar um bom tempo para ser perdoado quando já estiver do lado de lá. É preciso correr atrás e correr muito, mas é preciso saber, atrás do que você está correndo, e se terá condições plenas de absorver tudo isso? Falando de velocidade, vou contar uma historinha: não sei se alguém já ouviu. Em um reino, o rei era muito ruim, judiava de todos os súditos, não dava oportunidade para ninguém, açoitava, cobrava impostos altos e matava por um pequeno lapso de conduta que o afrontasse. Mandava matar os enfermos, porque poderiam desarticular a saúde do resto do reino, e assim aconteceu que um certo dia o rei adoeceu. Os médicos do reino, os senhores sábios, traziam remédios e remédios e nada do rei melhorar. Morava a poucos quilómetros dali, uma senhora, a qual já havia apanhado muito, sendo açoitada diversas vezes, porque a achavam uma bruxa, mas, como último recurso ordenou aos soldados que buscassem a bruxa para que pudesse olhar o rei e, quem sabe, conseguir o remédio para curá-lo. Chegou a senhora, olhou o rei e disse: não tenho o remédio para curá-lo. A única coisa que poderá curá-lo será a camisa suada de alguém deste reino que tenha bebido. Colocaram-se então em debandada todos os soldados do reino, inclusive o próprio filho do rei, em busca de tal quesito. Buscaram por todos os cantos e nada de se encontrar alguém. A todos que se perguntava, a resposta evasiva era: não, eu não gosto do rei, eu sofro muito, eu sempre quis ter alguma coisa e não tenho; tira tudo o que temos. O pouco que conseguimos, ele nos rouba; não é afável, não concede nada de bom e não encontramos ninguém feliz. Quando voltavam, o filho do rei ouviu alguém balbuciar em um pequeno casebre coberto de palhas e bem distante do reino. Pediu que se calassem e aproximou-se. Desceu do cavalo e entrou porta adentro da choupana com a espada na mão e gritou: eu sou o filho do rei; que fazes? Nada meu senhor. Agradeço a Deus pelo dia que tive; agradeço, porque sou muito feliz. Ele me concedeu o trabalho. Ele me fez trabalhar sem ficar doente, e agora, já estou em casa pronto para me recolher. Eu sou muito feliz. Ordenou então o filho do Rei que viessem os soldados e que procurassem a camisa do homem, mas, infelizmente, o homem era tão pobre e o rei havia lhe tirado tanto, que sequer tinha uma camisa.

Então, cuidado! O teu remédio pode não chegar. Talvez só do outro lado. Em consequência, o rei morreu. Não havia uma camisa suada de um homem feliz, para entregar ao rei. Fiquem com Deus. Boa noite.

Segue-se uma canção muito bonita que o Dr. Willians gosta de cantar…

Eu te esperava, que coisa incrível!

Se eu nem te conhecia, mas eu te esperava!

Nunca te vi, mas mesmo assim…

Contava os dias como se fosse combinado

Em outra vida, num lugar, lá no passado,

Nós dois marcamos.

Eu já sabia!

 

Não são dez, nem vinte anos,

Para crescer desta maneira!

O amor p’ra ser tão grande,

Leva mais que a vida inteira.

O nosso caso, não é acaso,

Tenho certeza, que não começou aqui!

O amor da gente, já vem de longe,

Me apaixonei, primeiro amei,

Depois, nasci!

 

Não são dez, nem vinte anos

P’ra crescer desta maneira…

 

Psicofonia de Claudinei Fernando Mischiati
Ditado pelo espírito Willians de Paula Ferreira
Sociedade Espírita Beneficente e Assistencial Vóvó Deolinda
Ribeirão Preto, 21/08/2015

Em breve postaremos o áudio da palestra no You Tube

 

 

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