Prefeituras e governos Estadual e Federal padecem do mesmo mal nos dias de hoje: a interrupção de obras e projetos.

Em Ribeirão, não faltam exemplos. Atenção ao que esta edição do A Cidade traz hoje, às páginas 5 a 7: o programa Crack é Possível Vencer.

                Lançado em 2013, o programa, cujo objetivo era promover verdadeira blitz contra as drogas em Ribeirão – desde a prevenção ao tratamento de dependentes químicos -, está parada há dois anos. Das nove promessas, orçadas em quase R$ 12 milhões, apenas duas foram cumpridas. Veículos abandonados. Equipamentos de ponta abandonados. Espaço construído para a recuperação dos dependentes em uso – como galinheiro.

                Na hora de cobrar soluções, o bom e velho jogo de empurra: a responsabilidade é do outro, não está mais comigo. Enquanto isso, dinheiro público segue apodrecendo com os equipamentos – parados em garagens e dentro de salas fechadas.

                Este é o tipo de atitude que uma gestão moderna não pode mais deixar acontecer: é preciso se interessar pelos problemas – principalmente, se interessar por resolver os problemas.

                É inaceitável, em tempos de crise financeira como desculpa para tudo, encontrar gargalos de verba desperdiçada. É preciso respeito com o dinheiro público. Mais que isso, é preciso respeito com a população.

Editorial do jornal “A Cidade” 
Ribeirão Preto, 09/08/16

Nosso comentário: estão de parabéns, os jornalistas deste editorial, pelo texto de hoje. Apesar de ter já um tempinho, eu vou guardando estes textos com conteúdo válido, para quando o tempo permitir, seja colocado no meu blog, para, não só aumentar a sua visibilidade, mas, também, para deixar o nosso comentário.

Infelizmente, aquilo que se suspeitava, acabou sendo descoberto semana passada, ou melhor, o governo de Ribeirão Preto estava sendo “rastreado” pela PF através de escutas telefónicas autorizadas, acabando por vir a público semana passada provas de desvios de dinheiros públicos numa operação superiormente orquestrada com intervenientes de todos ao quadrantes políticos, desde vereadores até à Prefeita, incluindo uma empresa fantasma “Atmosfera” que servia exclusivamente como cabide de empregos e o rombo ultrapassa os duzentos milhões de reais. E acreditamos que, infelizmente, não pare por aí. Engrossemos as fileiras contra a corrupção e saibamos dar o voto para quem não haja nada a apontar. Na minha opinião pessoal dos candidatos a perfeito, o nome mais qualificado, idóneo e moral é João Gandini. Para vereadora, aponto um nome à prova de qualquer suspeita, Cristiane Framartino Bezerra, 23770 – PPS, pessoa idónea, competente e qualificada.

 

Alberto Maçorano