Quando o diretor premiado e consagrado Augusto César Vanucci lançou o programa Terceira Visão na televisão brasileira, começavam, ali, os primeiros passos da difusão do Espiritismo nos meios de comunicação de massa.
O programa provocava grande interesse junto aos espectadores, criando debate no dia seguinte em diversos espaços da sociedade. Parecia algo extraordinário, sem explicação. Comentários de toda espécie em torno do assunto mexiam com a imaginação das pessoas, enquanto uma minoria tentava esvaziar a novidade televisiva, como sendo um programa fraudulento, sensacionalista a serviço da propaganda espírita.
Na época, essa pequena minoria não procurou investigar a razão do fenómeno e de se fundamentar a respeito dessa ciência para poder justificar suas precipitadas conclusões. A crítica azeda não passava de preconceito e do medo de ver cair por terra opiniões pífias consagradas e cristalizadas pelos materialistas e teólogos.
Na verdade, foi o inicio de um grande portal que tinha destino certo e que se abria para compreender que entre o Céu e Terra há mais mistérios do que julga a nossa vã filosofia, como diria William Shakespeare.
Embora Allan Kardec já houvesse tratado do assunto não somente no Livro dos Médiuns, como também, na Revista Espírita 1864, quando ele descreve o caso do médium cego. Chico Xavier, no programa Pinga-Fogo, respondera diversas questões sobre a imortalidade da alma.
Mas Augusto Vanucci, com simplicidade, continuava a promover o assunto na televisão, bem como no próprio Teatro Vanucci, na Gávea, Rio de Janeiro, onde o público com espíritas e simpatizantes lotavam as sessões públicas, desejosos de assistir esse encontro marcado com a verdade.
O médium Luiz Antonio Gasparetto estava a serviço mediúnico dos mestres imortais da pintura impressionista, que teve grande produção no século XIX, como Van Gogh, Renoir, Monet, Toulouse-Lautrec, entre outros…
Hoje, diversos médiuns psicopictográficos atuam por toda parte do País desenvolvendo esse intercâmbio, produzindo arte de qualidade e proporcionando o conhecimento intelectual e moral dos que frequentam ávidos de evolução psíquica, que, evidentemente, desagoa numa atmosfera amorosa e fraterna.
É a realização do encontro majestoso e divino, dando espaço salutar para que a tarefa do amor possa reunir espíritos encarnados e desencarnados no trabalho consciente de libertação.
Esses artistas do Além-Túmulo estão mais vivos do que nunca. Sua arte continua a beneficiar o bem-estar dos seres da criação.
A pintura mediúnica é um atributo divino aos que já alcançaram o campo desse amor mais além. Ela traduz a beleza dos sentimentos sublimes e faz avançar no tempo e no espaço a contemplação dos ideais de Deus.
Assim como o médium Luiz Antonio Gasparetto que, através de movimentos precisos, sob a direção dos mestres imortais, cobria as telas com cores e imagens com profunda criatividade, podemos hoje assegurar que outros médiuns, como Maria Gertrudes, Kleber Torres, Valdice Salum, José Medrado e Florêncio Anton, para citar alguns, derramam por todos os lados a joia preciosa chamada amor.
Mas a tarefa continua e tem o seu desdobramento a ponto de identificar e potencializar a partir da razão o seu papel fundamental: servir ao próximo.
Sendo assim, coloquemo-nos a disposição do bem, a fim de consagrarmos a majestade divina entre nós, como também, estabelecer esse elo transcendental para que tenhamos breve em nosso planeta as luzes de uma Nova Era repleta de paz e amor.
Somos de opinião que as artes e os artistas são os elementos da implantação e da propagação do belo em toda sua extensão, que através dos seus impulsos criativos conduzirão toda humanidade aos reais valores da civilidade, conforme disse Jesus.
Deixemos agora fluir as palavras de Emmanuel, a fim de que meditemos sobre elas:
“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma. O artista verdadeiro é sempre o “médium” das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o Infinito e abrindo, em todos os caminhos a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor”. (O Consolador – psicografia de Chico Xavier)

Postado por: Ana Maria Teodoro Massuci, em 27/11/17, na Rede Espirit Book

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