Como gostaríamos que esse objetivo fosse alcançado neste planeta.

Mas, só será atingido, quando trabalharmos com essa finalidade.

Fazer do Novo Ano que se aproxima uma nova oportunidade de renovação espiritual, eis a dádiva que o Criador nos proporciona no “milagre” da vida eterna.

Só através dessa mudança em cada um de nós, poderemos contribuir decisivamente para a tão desejada harmonia no nosso tão conturbado planeta Terra.

É Cristo que nos diz no seu Evangelho: “cada um colherá de acordo com o que semear”, ou seja, cada um será única e exclusivamente responsável pelo seu destino, pela sua vida, vitórias ou fracassos, alegrias ou desilusões, felicidade ou infelicidade…

Jamais atribuamos a quem quer que seja, o traçado das nossas vidas. Jamais escaparemos ao pulsar da nossa consciência.

Seremos sempre o resultado dos nossos atos, das nossas ações, da nossa perseverança, do nosso empenho, da nossa determinação e da nossa conduta na infinita caminhada.

Para além das amplas comprovações científicas, é por demais, evidente, que a VIDA e a HARMONIA DA NATUREZA, não podem, de ânimo leve, atribuir-se ao simples “acaso”.

Uma entidade divina só de amor e bondade em unanimidade, não poderia jamais criar um mundo, onde coubessem, arbitrariamente, a saúde e a doença, a riqueza e a pobreza, a vida e a morte, o sucesso e o insucesso, a justiça e a injustiça…

Haverá razões para que essas pseudo-arbitrariedades tenham fundamento; haverá com certeza uma dinâmica para que essas situações aparentemente contraditórias sejam moralmente harmonizadas.

Afigurando-se-nos injusta a prevalência das diferenças sociais, também não podemos conceber que elas possam ser anuladas em uma única vida. Não sendo assim, Deus seria o ser mais injusto da existência, o que acreditamos ninguém concordar, no mais íntimo do seu âmago, por mais ateu que seja. Então, para que se consubstancie a bondade e o amor divino, terão de haver, imperiosamente, condições, para que se eliminem essas distorções, para que se faça o burilamento das nossas imperfeições e o acerto dos nossos destemperos, dando-nos, a oportunidade do aperfeiçoamento e do crescimento moral, neutralizando qualquer possibilidade de injustiça. Todavia, todo esse processo só será viável com a multiplicidade de existências, ou seja, na sequência de outras vidas, que, pela nossa rigidez de evolução, só se consumará na noite dos séculos…  Concluímos então, com toda a convicção, de que, além da matéria orgânica que compõe o nosso corpo e que se transforma com a morte, haverá fatalmente uma essência espiritual ou “espírito” para animá-lo de vida inteligente, que sobrevive à “morte”, retornando em outros corpos e outras vidas e, desse modo, dando sequência ao aperfeiçoamento dos nossos defeitos e imperfeições e à aplicação imparcial e inexorável da JUSTIÇA DIVINA.

               Por outro lado, como conceber uma “vida inteligente” à luz da razão, numa substância material, inerte, sem o pulsar da vida? É inconcebível, hoje, esse tipo de pensamento…

               Só assim se justifica a aceitação plena do princípio elementar da doutrina de Cristo, de que todos fomos criados em igualdade de condições e de potencialidades, sem quaisquer discriminações ou privilégios de qualquer natureza, para quem quer que seja, ou não seríamos “obra do criador”.

               As desigualdades verificadas terão desse modo razão de existir, e só serão eliminadas em função do esforço, do empenho e da vontade de cada um, nas trajetórias da vida eterna, assim como os insucessos, a infelicidade e os “sofrimentos”, serão também consequência dos desacertos assumidos.

Assim como numa classe onde encontraremos alunos em diferentes graus de desenvolvimento intelectual, também as entidades espirituais estagiarão em diferentes patamares de evolução moral, em função do esforço empreendido desde a criação, não se concebendo por isso um Deus castigador, sancionando quem quer que seja, justificando-se desse modo, toda a sorte de criaturas humanas neste tão conturbado planeta, desde o menos evoluído ao maior expoente intelectual, desde o mais pobre ao mais rico, do feliz ao infeliz, dos mendigos, dos delinquentes, etc., etc.

               Será sempre a nossa consciência que nos levará a tomar esta ou aquela conduta, esta ou aquela forma de vida, em função do que de bem ou de mal fizemos no passado.

               Será sempre o “pulsar da nossa consciência” que estará no determinismo da trajetória das nossas vidas e, por isso, única e exclusivamente responsável por essa mesma trajetória.

               Caminharemos enfim, no infinito das nossas vidas até à plenitude moral, conquistando o merecimento de participarmos do ministério divino, na infinita obra da criação.

               Que o espírito natalino que estamos vivenciando, contribua decisivamente para aumentar o número daqueles que se engajam na grandiosa obra da própria transformação, tornando mais evidente a mudança e a harmonia do nosso querido planeta.

 

QUE JESUS NOS AJUDE E ILUMINE NA PERSEVERANÇA DESSE CAMINHAR!…

 

Alberto Maçorano