A senadora Ana Amélia apareceu no senado vestida de patriota, com um modelito verde e amarelo.

Ela é do PP, o partido com mais corrupção no Brasil. Nas últimas eleições, quando foi candidata derrotada ao governo do Rio Grande do Sul, esqueceu-se de declarar entre seus bens uma fazenda em Goiás, de “apenas” 1,9 mil hectares, mas lembrou-se de ter recebido R$ 200 mil da Brasken, uma empresa subsidiada pela Odebrecht, segundo denúncia na Lava Jato, que ela confirmou. É uma patriota.

                Oscar Wilde dizia que “o patriotismo é a virtude dos depravados”. Todos sabem que para Samuel Jonhson “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. O velho Schopenhauer antecipou que “todo imbecil execrável, que não tem nada do que possa se orgulhar, se refugia nesse último recurso, de vangloriar-se da nação a que pertence por casualidade”.

                Nunca o Brasil viu tanto verde e amarelo e gente tão patriota. Perguntem a qualquer político ou moralista de plantão se são patriotas. Todos são, devo ser o único que não: minha pátria é a humanidade.

                Segundo Erich Eromm “o nacionalismo é a nossa forma de incesto, é a nossa idolatria, é a nossa insanidade. Patriotismo é o seu culto”. Nacionalismo e patriotismo são a fonte das maiores tragédias mundiais. Guy de Maupassant já dizia que o “patriotismo é o ovo das guerras”. Bernard Shaw advertia que “o mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana”.

                Por último, Albert Einstein: “Heroísmo no comando, violência sem sentido e toda detestável idiotice que é chamada de patriotismo – eu odeio tudo isso de coração”.

Júlio Chiavenato 
Ribeirão Preto, 31/08/16 
chiavenato@jornalacidade.com.br

Nosso comentário: mais comentários, para quê? Chiavenato já disse tudo. É lamentável e deplorável que essa “praga” esteja tão impregnada nas mentes e corações da depravação, que a maioria das pessoas já não se dê conta do que é certo e do que é errado e que o prato da balança se incline mais, neste momento para o “mundo da corrupção e da roubalheira indiscriminada, sem que os coitadinhos… se apercebam dessa realidade. Eles acham que esse lado é o lado da honestidade e da integridade moral. Dá dó, não é verdade?

                Esquecem-se, todavia, alguns; outros, sequer cogitam, que, “quem ri por último, ri melhor”. Esses coitados… de memória esfrangalhada, irão ter a memória avivada no mundo espiritual, onde a balança, não é mais a terrena, mas a balança real da vida, onde os pratos não podem ser trocados ou manuseados a seu belo prazer. Onde não existem padrinhos de espécie alguma. Terão que se vergar ao sabor da realidade que jamais se interessaram em procurar conhecer. Serão indigentes, mendigos ou portadores de alguma doença incurável, ou qualquer outra “condição de sofrimento”, para que o aprendizado se consuma através da própria vivência. Simples assim. Essa é a filosofia espírita.

 

Alberto Maçorano