O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, defendeu ontem a classe política brasileira, sem a qual, segundo ele, não haveria a segurança institucional que hoje se observa no país.

                Ele discursou durante a abertura de um evento organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para debater a reforma política. “O Brasil, apesar dos pesares, de todos os problemas, logrou produzir uma classe política de excelência”, afirmou o magistrado.

                “Estamos prestes a celebrar 30 anos da Constituição de 1988, num quadro de normalidade institucional, isso também graças à habilidade e à qualidade de nossos políticos”, disse Mendes. “Não se realiza nem se desenvolve democracia sem política e sem políticos”, acrescentou.

                Em seguida, Mendes foi a uma audiência pública na Câmara sobre o mesmo assunto: reforma política, onde criticou o sistema de financiamento somente por pessoas físicas. O presidente do TSE disse ser “evidente” que houve o uso de números de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de laranjas para alimentar o Caixa 2 de campanhas.

                Afirmou ainda que, na sua convicção, a Operação lava jato, responsável por expor as “entranhas” dos sistema financeiro da política brasileira, irá obrigar a uma mudança no sistema eleitoral.

FolhaPress
Ribeirão Preto, 30/11/16
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Nosso comentário: sem dúvida, senhor Gilmar Mendes. Para fazer o que têm feito até hoje, atolar o Brasil no maior pântano de corrupção e roubalheira generalizada, só pode mesmo ser produto de uma classe política de excelência, à qual o senhor também pertence. Falar de barriga bem cheia, visível no complexo de gorduras que o senhor apresenta fisicamente assim como os seus comparsas políticos, só pode advir da genialidade. Viver principescamente em mansões e usufruir salários atentatórios à dignidade e honradez, torna-se fácil dar palpites, só de génios. 

                Viver nessa condição e não enxergar o que se passa à sua volta, na educação, no ensino, na saúde, na segurança, nem vale a penas preocupar-se com a dor alheia, não é senhor Gilmar Mendes?

                Um magistrado que sequer usa a isenção profissional que deveria sustentar em qualquer condição política é muito desastroso, senhor Gilmar Mendes.

                Aconselho-o senhor Gilmar Mendes a rever a sus postura ética e profissional. E quando o senhor e seus comparsas renunciarem a pelo menos 50% dos seus salários e regalias inusitadas, então, sim, valerá a pena parabenizá-lo e dizer-lhe com toda a convicção que só pode ser atitude de um “génio”…

Alberto Maçorano