Quem tem um animal de estimação sabe a importância que ele adquire no convívio familiar. Desde os mais tradicionais, como gatos e cachorros, até os mais exóticos ou selvagens, todos têm seu espaço junto ao criador.

Segundo a doutrina espírita, a reencarnação é uma bênção de Deus aos seus filhos, ou seja, todos os seres vivos sem distinção, para que evoluam e atinjam a perfeição. Sendo assim, o que acontece com os animais após o desencarne?

A DIVISÃO DA NATUREZA

Em sua publicação “O Livros dos Espíritos”, Allan Kardec dedica um capítulo inteiro sobre a divisão da natureza em reinos: mineral, vegetal e animal. De acordo com o autor, a divisão, sob o ponto de vista moral, não deve ser estabelecida em três níveis, mas sim em quatro. Os grupos estão divididos em: minerais, compostos de matéria sem vida; plantas, que são dotadas de vitalidade e animais, possuidores de força vital e inteligência instintiva limitada, que os torna conscientes de sua existência e de sua individualidade. O homem seria responsável pelo quarto grau e por reunir características dos animais, das plantas e dominar as outras classes graças à sua inteligência que, segundo Kardec, “lhe dá a consciência do seu futuro, a perfeição das coisas extramateriais e o conhecimento de Deus”.

A PARTICULARIDADE DOS ANIMAIS

De acordo com a definição dos grupos acima, proposta pela doutrina Kardecista, verifica-se que os animais, além de agirem por seus instintos, também demonstram-se livres em determinadas ações. A liberdade de ação que possuem, ainda que limitada, evidencia a presença de um espírito, que sobrevive à morte do corpo e, como todo ser vivo, reencarna para atingir um novo estágio de evolução. No entanto, a alma animal não pode ser comparada à humana, pois apesar de preservar sua individualidade após a morte, ela não conserva a consciência. Essa é a principal distinção entre os seres humanos e os bichos.

Depois de desligar-se do corpo, a alma animal, tão logo que desencarna é classificada por outros espíritos para reencarnar quase que imediatamente. Ela não possui livre-arbítrio para escolher em qual espécie quer reencarnar e também segue uma lei progressiva de evolução, porém, involuntária e definida por forças exteriores. Vibrações do amor e carinho são sentidas pelo animal tanto em vida quanto no momento da morte. Por isso, é muito importante cuidar bem do seu bichinho de estimação.

Revista Vidas Passadas

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 11/03/18, na Rede Espirit Book