“(…) São eles mesmos que no-lo respondem, como foram os próprios a dar as explicações de vez que nada disto é fruto de nossa imaginação; não se trata de um sistema saído de nosso cérebro: julgamos pelo que vimos e ouvimos. (…) Seria erro pensar que a vida espiritual seja uma vida ociosa. Ao contrário, ela é essencialmente ativa e todos nos falam de suas ocupações. (…) Entre os que já atingiram certo grau de desenvolvimento, uns velam pela realização dos desígnios de Deus nos grandes destinos do Universo; dirigem a marcha dos acontecimentos e concorrem ao progresso de cada mundo.

Outros tomam os indivíduos sob sua proteção, constituindo-se seus gênios tutelares e anjos de guarda (…). Alguns encarnam-se em mundos inferiores, para neles realizarem missões de progresso; (…). Se se considerar o número infinito de mundos que povoam o universo e o número incalculável de seres que os habitam, compreender-se-á que os Espíritos têm muito com que se ocupar. (…) ninguém pensa numa ociosidade eterna, que seria um verdadeiro suplício. (…) Descendo na hierarquia, encontramos Espíritos menos elevados, menos depurados e, conseguintemente, menos esclarecidos; nem por isso são menos bons e, numa esfera de atividade mais restrita, desempenham funções análogas. (…) Vem a seguir a multidão de Espíritos vulgares, mais ou menos bons, mais ou menos maus, que pululam em torno de nós. Estes se elevam pouco a pouco acima da humanidade, cujas nuanças representam, e, como que refletem, pois que têm todos os vícios e virtudes dessa humanidade.


Em muitos deles encontramos os gostos, idéias e inclinações que possuíam em vida. (…)
Pode, pois, dizer-se que todos aspiram o aperfeiçoamento, porque todos compreendem que é este o único meio de sair da inferioridade. Instruir-se, esclarecer-se – eis a sua grande preocupação e eles se sentem felizes quando podem a isto acrescentar pequenas missões de confiança, que os elevam aos seus próprios olhos. (…) Também eles têm as suas assembléias (…). Falam-nos, vêem e observam aquilo que se passa; participam de nossas reuniões (…), escutam as nossas conversas (…). Vem a seguir a escória do mundo espírita, constituída de todos os Espíritos impuros, cuja preocupação única é o mal. Sofrem e desejariam que todos sofressem como eles. (…) investem contra os homens, atacando aos que lhes parecem mais fracos. Excitar as paixões ruins, insuflar a discórdia, separar os amigos, provocar rixas, pavonear o orgulho dos ambiciosos (…), espalhar o erro e a mentira, numa palavra, desviar do bem, tais são os seus pensamentos dominantes. (…)”.

Tudo muito natural na seqüência da vida humana. A morte apenas liberta a alma do corpo. Cabe ao espírito promover o próprio progresso. Não há saltos. O esforço deverá partir de si mesmo.

Sugerimos consultar as questões 149 a 165 e 223 a 329 de O Livro dos Espíritos para conhecer mais sobre os espíritos e a vida espiritual. A verdade, porém, é que nunca há interrupção na atividade dos espíritos. Estejam encarnados ou desencarnados, sempre haverá o que fazer, o que aprender… Isto é da Lei Divina, que estabeleceu o trabalho como ferramenta do aperfeiçoamento a que estamos todos destinados.

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 31/05/17, na Rede Espirit Book