A subjugação é uma condição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir contra a sua vontade. O paciente fica sob um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma espécie de fascinação.

No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos.

Vimos alguns que, à falta de pena ou lápis, simulavam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem, mesmo nas ruas, nas portas, nas paredes.

Vai, às vezes, mais longe a subjugação corporal; pode levar aos mais ridículos atos. Conhecemos um homem, que não era jovem, nem belo e que, sob o império de uma obsessão dessa natureza, se via constrangido, por uma força irresistível, a pôr-se de joelhos diante de uma moça a cujo respeito nenhuma pretensão nutria e pedi-la em casamento.

Outras vezes, sentia nas costas e nos jarretes uma pressão enérgica, que o forçava, não obstante a resistência que lhe opunha, a se ajoelhar e beijar o chão nos lugares públicos e em presença da multidão. Esse homem passava por louco entre as pessoas de suas relações; estamos, porém, convencidos de que absolutamente não o era; porquanto tinha consciência plena do ridículo do que fazia contra a sua vontade e com isso sofria horrivelmente.

A subjugação é um tipo de obsessão que apresenta um elevado grau de domínio do aspecto corporal e às vezes moral do paciente. Quanto a subjugação é moral, diferencia-se da fascinação, porque o paciente sabe que está obsediado. Na fascinação ele nega que o esteja.

Na subjugação ocorre um intenso domínio do Espírito obsessor no plano fluídico que, em alguns momentos, chega a se imantar ao corpo espiritual do doente, provocando-lhe crises de movimentação involuntária, com conseqüentes reflexos no corpo físico.

As crises provocadas por esta categoria de obsessão são conhecidas na linguagem popular como ” possessão”. Esse termo é inadequado, pois não ocorre a posse do corpo físico pelo Espírito desencarnado. O correto é afirmar que alguém está subjugado por um Espírito, isto é, sob seu domínio, seu jugo.

O desenvolvimento dos processos de subjugação se inicia primeiro no plano moral. Depois de encontrada a sintonia adequada, ele evolui para homogeneização fluídica, que mais tarde levará ao domínio do perispírito. A seguir, começam a aparecer as crises que afetam o corpo físico, com tiques nervosos constantes, trejeitos, agressões e quedas semelhantes a convulsões.

Uma das razões pelas quais as pessoas acorrem ao atendimento de um centro espírita dá pelo nome de subjugação. Desde sempre que se registam casos em que um Espírito quer mal a alguém ao ponto de lhe desorganizar as funções psicológicas e fisiológicas, levando-o a um estado em que fica incapaz de viver o dia-a-dia com normalidade. As religiões tradicionais chamaram a esses casos “possessões”, e certos setores religiosos admitem, ainda hoje, que se trata da influência de demônios.

A palavra demônio vem do grego “daimon”, e significa Espírito. São tão antigas quanto a Humanidade as manifestações dos Espíritos.

Quando Espíritos bons se manifestavam, eram apelidados de anjos, criaturas celestiais, e representados com asas, uma aura luminosa, expressão de bondade. Nas manifestações dos Espíritos ainda atrasados, que se comprazem no Mal, os homens viram a influência de anjos perversos, ou daimon, e daí a conotação da palavra demónios ser hoje negativa. Quando Jesus expulsava demónios, expulsava daimon, Espíritos. E Espíritos atrasados, naturalmente.

Para a doutrina espírita, Deus não criou anjos nem demónios. Seria injusto, pois os anjos seriam criaturas criadas já perfeitas, gozando sem mérito da felicidade celestial. Mais estranho ainda seria Deus ter criado demônios, seres destinados a praticar alegremente o Mal…

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 11/03/16, na Rede Espirit Book

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