Fez ontem uma semana, que, pelas 16,30 horas, aconteceu um assassinato ao lado da minha residência. Quando os fatos acontecem longe de nós, nem nos apercebemos da intensidade da gravidade. Mas, quando acontecem nas nossas “barbas” a situação muda de figura.

 Estava descendo as escadas para me ausentar da minha residência, quando fiquei estupefacto perante o som de quatro estalidos que me pareceram de arma de fogo, o que de fato se constatou. Abri o portão e me deparei com um corpo caído no chão, que posteriormente acabaria por sucumbir. 

Resumindo, ficamos sabendo que ele estuprara uma menina e mais outras atrocidades. Tudo bem. Que seja o maior monstro que se possa conceber. Todavia, seja a que pretexto for, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Os seus algozes que o prendessem e o denunciassem às autoridades policiais. Para isso existe a justiça? dos homens, mesmo que, por vezes, não se cumpra, nem se consuma. Porém, n ada justifica que façamos justiça pelas própria mãos. Isso não existe, não faz parte da nossa evolução religiosa e espiritual.  

Por isso a situação social calamitosa que se vive por esse mundo afora, porque se põe em prática a lei de “Talião”: olho por olho, dente por dente. Assim, não iremos a parte alguma. Mas precisamos ser esclarecidos pela doutrina espírita, a única que aborda concretamente a realidade existencial.

Alberto Maçorano