Efetivamente, a vida é comparável ao trato de solo que nos é concedido cultivar. 

Ergue-te, cada dia, e ampara o teu campo de serviço, a fim de que te incumbes. O terreno é o próximo que te propicia colheita. 
Lavrar o terreno é dar de nós sem pensar em nós.

Basta plantes o bem para que o bem te responda.

Para isso, no entanto, é imperioso agir e perseverar no trabalho.

Nunca esmorecer.

Qual ocorre na lavoura comum, é preciso contar com aguaceiro e canícula, granizo e vento, praga e detrito.

Não valem reclamações. Remova a dificuldade e prossegue firme.

Acima de tudo, importa o rendimento da produção para o benefício de todos.

Se alguém te despreza, menosprezando a suposta singeleza do encargo que te coube, esquece a incompreensão alheia e continua plantando para abastança geral.

Muita gente não se recorda de que o pão alvo sobe à mesa à custa do suor de quantos mergulham as mãos no barro da gleba, a fim de que a semente possa frutificar.

Quando essa ou aquela pessoa te requisite a descanso, sem que a tua consciência acuse fadiga, não acredites nessa ilusão.

A ferrugem do ócio consome o arado muito mais que a movimentação no serviço.

Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.

Não duvides, nem temas.

Dá o melhor de ti mesmo a Seara da vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas, pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a seara do triunfo.

Do livro: Ceifa de luz

Postado por Ana Maria Teodoro Massuci, em 08/05/18, na Rede Espirit Book.